Informações e reflexões sobre a Ética na perspectiva dos estagiários em Psicologia.
Destinado aos estudantes que irão passar pela experiência de estágio e também a profissionais.
Ética
e cuidado são temas em consonância com os parâmetros curriculares para as ações
pedagógicas do ensino superior na temática dos Direitos Humanos. No II semestre de 2018, fez-se especialmente atual a discussão sobre Psicologia e Democracia, devido ao ano eleitoral, marcado pela incerteza em relação aos futuros governantes e políticos.
A democracia brasileira está ameaçada. A Psicologia como ciência e profissão
“tem um lugar de destaque nas políticas sociais e assume um compromisso pela
mudança e transformação psicossocial” (Hur e Lacerda Jr., 2017). Assim, faz-se
urgente um olhar atento para a política brasileira, “às práticas de gestão da
vida no espaço da polis, da cidade, (...) às relações incessantes de poder e de
forças que são exercidas a todo momento nos espaços sociais e que têm
finalidade a gestão da vida” (idem).
O
evento foi dividido em três momentos distintos – sala de aula, intervenções na
comunidade e exposição de imagens, no Bloco da Psicologia da UNITRI. O tema foi ao encontro das diretrizes do
Conselho Federal de Psicologia, corroborando a necessidade de amplo debate, por
meio do documento disparador (volume da revista Psicologia Ciência e Profissão
– Psicologia e Democracia) já citado.
Os
alunos se envolveram bastante, mostrando a diversidade de posicionamentos no
que se refere ao tema. Especialmente por se tratar de semestre em que as
eleições presidenciais estavam acontecendo, os debates foram acalorados e
mostraram o quanto a Psicologia tem a contribuir nesta área. O aprendizado e
crescimento intelectual dos alunos ao estudarem a diversidade de temas
propostos foi de fato a grande contribuição do projeto.
Este video é o resultado do projeto interdisciplinar dos alunos do 5 período de Psicologia da UNITRI em 2018 - 1 semestre, sob a orientação da prof. Ana Paula de Freitas. A partir do tema Relações Raciais, foi realizado uma Roda de Conversa, numa parceria com a Diretoria de igualdade Racial da Prefeitura Municipal de Uberlândia
A cidade é viva e é nela que os encontros acontecem. Esta é a ideia que permeou o projeto interdisciplinar do primeiro semestre de 2017. A partir da leitura da obra de Zygmunt Bauman "Confiança e medo na cidade" (Zahar editores, 2006), os alunos do 5º período de Psicologia da UNITRI se dispuseram a pensar o cuidado com a cidade onde moram, com todos os temas que a circundam, como a violência, o medo, a globalização, o lixo, etc. Tudo isto afeta a subjetividade humana, e ao psicólogo cabe tais reflexões. Assistam no video uma síntese do nosso trabalho.
O fenômeno considerado população em situação
de rua (PSR) foi denominado pelo Decreto nº 7.053, de 23 de dezembro de 2009
como:
“Grupo populacional heterogêneo que
possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou
fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os
logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de
sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento
para pernoite temporário ou como moradia provisória” (PSR, 2009, p.3).
São homens, mulheres, crianças,
jovens, idosos, famílias inteiras, grupos, que têm em sua trajetória a
referência de ter realizado alguma atividade laboral, que foi importante na
constituição de suas identidades sociais.
Para o Ministério do
Desenvolvimento Social (2005), os moradores de ruas são uma parte da população
considerada heterogênea constituída por indivíduos em condições diferentes e em
garantia da sobrevivência por meio de atividades produtivas desenvolvidas nas
ruas, com os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados por vários
fatores e sem referência de moradia regular.
DISCRIMINAÇÃO
Esse espaço de rua, segundo Graciani
(1997 apud TONDIN; NETA; PASSOS, 2013) se constitui como um confinamento
social, em que há um processo contínuo de discriminação, da mesma forma como
ocorriam nos séculos passados no confinamento dos excluídos em manicômios,
abrigos, asilos e entre outras instituições, que atuavam sob a ótica da
higienização social e do sistema capitalista.
Determinadas políticas públicas e uma
sociedade excludente são fatores segregadores para essas pessoas que encontram
na rua a única possibilidade de existir e se construir,
buscando
nessa convivência um referencial de pertencimento que possa dar estrutura a
suas relações afetivas e de sociabilidade.
Para Graciani (1997 apud TONDIN;
NETA; PASSOS, 2013), a problemática do atuar fora do esperado socialmente
reside na estrutura social, que não garante os direitos humanos, e constitui um
aumento da população de rua.
Os indivíduos em
situação de rua são alvo de práticas discriminatórias, o que acaba por levá-los
a depreciações e opressões diversas. O processo de marginalização é por
consequência a representação deste estigma, que leva a uma atitude perversa da
sociedade de reconhecer tais pessoas como inferiores. A concepção de
inferioridade tem serventia no ponto que é usada de justificativa para as
práticas estigmatizadoras em forma de agressão às pessoas em situação de rua.
As pessoas ofendem a população de
rua, na maioria das vezes, simplesmente pelo fato de estarem ali, atrapalhando
sua passagem e por pensarem que são ameaças.
As práticas discriminatórias são causadas em virtude da existência de
estigmas. Segundo Goffman (1963/2008 apud JR; XIMENES; SARRIERA, 2013),
estigmas são marcas ou impressões que indicam degradação e depreciação das
pessoas que o portam.
A invisibilidade é um
dos graves problemas que assola essa população e impede que ela tenha seus
direitos reconhecidos. Junte a isso o preconceito manifestado corriqueiramente
e xingamentos – como vagabundo, maloqueiro, preguiçoso e mendigo – são muito
comuns.
PSICOLOGIA E A RELAÇÃO COM AS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA
Devemos marcar a diferença da prática
dos profissionais que atuam na área da saúde e dos que atuam na área da
assistência social. O psicólogo trabalhará construindo estratégias que efetivem
o acesso do cidadão aos direitos socioassistenciais, levando em conta, porém, a
dimensão subjetiva que está envolvida na situação de vulnerabilidade e/ou
violação de direitos. Não é incomum que se confunda abordagem psicossocial com
psicoterapia, mas elas devem se distinguir pela forma de intervenção e pelos
objetivos.
Para os profissionais que trabalham
com essa população, a intervenção com a PSR escapa às características do fazer
psicológico tradicional, ensejando uma nova forma de intervenção. Com essa
população, o psicólogo vai provocar uma dor, a qual o sujeito está fazendo de
tudo para evitar, inclusive se anulando.
A singularidade dos
sujeitos da população em situação de rua atendidos não pode fugir do horizonte
da prática do psicólogo. Assim, a intervenção deve ser construída com base na
peculiaridade de cada caso e conjuntamente com o usuário. A capacidade de uma
escuta diferenciada é o ponto principal, uma escuta mais sensível, atenta e
cuidadosa. Uma escuta capaz de se ater às questões subjetivas que estão em jogo
na cena da rua.
Referências bibliográficas
AZEVEDO, M. A; GUERRA, U. N. A. In PIMENTEL, A.; Araújo, L.
S. Concepção de criança na pós-modernidade, Pará, 2005.
BRASIL, Ministério da Saúde, Secretária de Atenção à Saúde,
Departamento de Atenção Básica – Manual sobre o cuidado à saúde junto à
população em situação de rua - Ministério da Saúde, Secretária de Atenção à
Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília/DF Ministério da Saúde,
2012. 98 p.il. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).
BRASIL, Ministério Do Desenvolvimento Social E. Combate à
Fome Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação. MDS - Pesquisa Nacional
sobre a População em Situação de Rua. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
Disponível em:
<http://www.direito.mppr.mp.br/arquivos/File/Metodologia_e_conceitos_POP_RUA.pdf>.Acesso
em: 16 out. 2016. Alunos: Ana Paula Nunes Fonseca, Andressa Campos Garcia, Bárbara C. P. Dias, Georgia Rodrigues Walter, Kamylla Souza Arantes, Karla Stéphany de S. Ribeiro, Kerolainy Souza Cardoso, Leandro Oliveira Souto, Lorena A. de Sousa, Luciana Ribeiro, Marcus Vinícius C. Magnino, Maria Vania de Moura, Michele Cristina, Náthila R. Cruz, Nayane Pereira Leite, Pamela Pereira, Quezia D. Torres, Vanubia L. Crisóstomo. Professora orientadora: Ana Paula de Freitas.
No projeto interdisciplinar 2016-2, tomamos
conhecimento de uma religião que sofre preconceito - o Candomblé.
Visitamos uma casa de Religião de Matriz Africana, o Ilê de Candomblé Ketu, em Uberlândia MG. Na visita tivemos oportunidade de assistir a um ritual de oferenda ao Orixá Xangô, ao som de batidas no atabaque e uma música cantada em ioruba (uma língua africana). Sentimos envolvidos num ritmo contagiante quando membros do grupo foram energizados pelo Orixá que comunga com seu ori (cabeça). Fomos convidados a participar do ritual, indo até os 'Orixás' Iemanjá, Oxum e Logum Ede e através de um abraço recebemos a energia vinda dos Orixás.
Entrevistamos a mãe da casa, a Yia Cristina. Descrevemos trechos da entrevistas que foi decisiva para quebrar nossos próprios preconceitos:
"Macumba se tornou um termo pejorativo pra designar um coletivo, invisibilizando socialmente, que somos nós. É preciso entender o significado da religiosidade no Brasil. As pessoas falam: - Eu vou pra Macumba. Mas ir na Macumba, não é fazer um ato de macumba, de bruxaria, mas é todo um ressignificado que encontra com o mundo invisível, que as pessoas também não entendem. O mundo invisível não deixa de existir porque simplesmente nós não o vemos."
"Em relação a intolerância das pessoas, depois de 40 e poucos anos de religiosidade, me incomoda quando não conseguimos perceber o outro indivíduo como uma pessoa por falta de conhecimento e falta com respeito com esse indivíduo ou por falta de educação mesmo, eu infelizmente só posso falar que lamento muito. Não me incomoda, mas eu percebo todos os dias essa intolerância, principalmente, quando eu me identifico com a identidade negra, e não essa pessoa de pele branca e de olhos azuis, porque a identidade negra não está no fenótipo, mas sim, nas escolhas culturais que você faz, enquanto você se aceita e caminha dentro dessa identidade."
Como psicólogos, devemos
ter uma postura ética e profissional em relação às escolhas religiosas e
subjetividade do outro que nos apresenta para o cuidado.
Sendo a psicologia uma profissão laica, não pode ser
qualificada por elementos advindos de religiões. Embora a psicologia reconheça o
valor da espiritualidade e das práticas religiosas, o Conselho Federal de Psicologia
é contra a imposição de qualquer dogma religioso, conforme citado no Art 2° do
Codigo de Ética Profissional:
“ Ao psicólogo é vedado:
b) induzir a convicções políticas, filosóficas,
morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual e qualquer tipo de
preconceito, quanto do serviço de suas funções profissionais.”
Nota-se hoje na sociedade um crescimento do fundamentalismo
religioso. Todas as religiões devem ter o direito de defender seus valores.
Porém nenhuma delas em especial deve adotar seus princípios para fundamentar as
políticas públicas, uma vez que corre-se o risco de termos princípios
religiosos excludentes.
A psicologia laica não significa que a psicologia negue as
diversas religiões que as pessoas podem ter: todos têm o direito de escolher e professar suas crenças espirituais, mas elas devem ser livremente exercidas na intimidade da vida privada.
No papel profissional é importante se voltar para psicologia
como ciência. Misturar Religião e Exercício Profissional, quando o profissional
traz para o seu serviço convicções de ordem privada, significa o prejuízo na
qualidade do serviço que oferece. E um prejuízo também às questões éticas desse
atendimento.
Essa vivência foi de muita importância
para nossas crenças sobre o Candomblé e suas práticas religiosas. Aprendemos a
olhar para os praticantes com respeito, por defenderem com tanta fé uma
religião carregada de preconceitos e manter suas práticas e suas crenças religiosas
com cuidado e respeito ao próximo. Como futuros psicólogos, devemos fazer da reflexão sobre a
ética do cuidado uma constante em nossas praticas.
Alunos: Alan Alves Pereira, Brunna Borges, Maria Isabella Nunes, Érika Pires Reis, Brenda Caroline Silva, Karla Karoline S. Pires, Bruna Testa mendonça, Vera Lúcia Sampaio O. Attuch, Mirian Cristina Luciano Almeida, Lúcia Inês Costa, Luíza de Souza Botelho, Cirlene G. Amorim, Amanda Morais, Daiany Froio, Jessica Mariano, Isadora Oliveira, Valdemes Domingues da Silva, José Carols Mendes Júnior, Kivia Brandão, Gilvia A. A. Silva.
O presente trabalho trata-se de um projeto interdisciplinar sobre a ética
do cuidar, direitos humanos, meio ambiente e relações étnico raciais no curso
de Psicologia do Centro Universitário do Triângulo. O tema escolhido para o
trabalho surgiu do interesse em mostrar algumas atitudes de gentileza que no
dia a dia e no nosso caso, dentro da faculdade, são esquecidas. Para isso,
tomamos como base a história do brasileiro José Datrino, mais conhecido
como Profeta Gentileza, que viveu entre 1917 e 1996. Ele foi uma espécie de
pregador e ficou famoso por fazer inscrições diferenciadas sob um viaduto no
Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba.
"Gentileza gera gentileza" é sua frase mais conhecida.
Ele era visto em ruas, praças, barcas, trens e
ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito
pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o
chamavam de louco, ele respondia: - "Sou maluco para te amar e louco
para te salvar”.
Quanto aos murais, o Profeta escolheu 56 pilastras do
viaduto da Avenida Brasil, e encheu-as com inscrições em verde-amarelo
propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização.
Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram
vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza pela prefeitura da
cidade do Rio de Janeiro. A eliminação das inscrições foi criticada e
posteriormente com ajuda da prefeitura da cidade do Rio, foi organizado o
projeto Rio com Gentileza, com o objetivo de restaurar os
murais das pilastras. Começaram a ser recuperadas em janeiro de 1999. Em maio de 2000, a restauração das
inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.
Atualmente os murais estão ameaçados de destruição pelo
projeto "Porto Maravilha" da prefeitura do RJ, que pretende demolir o
viaduto, onde os murais estão restaurados. Como os murais são tombados pela
prefeitura, não há consenso sobre o que acontecerá com eles (Wikipédia).
Ética, cuidado e
gentileza
Primeiramente, é necessário fazer uma breve explicação sobre
o que é a ética. A ética é um discurso normativo, mas não imperativo (ou sem
outros imperativos que não sejam hipotéticos), que resulta da oposição entre o
bem e o mal, considerados como valores simplesmente relativos. Ela é feita de
conhecimentos e opções: é o conjunto pensado e hierarquizado dos nossos
desejos. Uma ética responde a pergunta: “como viver?” ela é sempre particular a
um indivíduo ou a um grupo. É uma arte de viver: tende quase sempre à felicidade
e culmina na sabedoria (SPONVILLE, 2011).
Já a palavra cuidado, possui duas
significações básicas, intimamente ligadas entre si. Por um lado ela significa
desvelo, solicitude, diligência, zelo, atenção, bom trato. O cuidado surge
quando a existência de alguém tem importância para mim. Passo, então, a dedicar-me
a ele, disponho-me a participar do seu destino, das suas buscas, dos seus
sofrimentos e sucessos, enfim, da sua vida. Por
outro lado, a palavra cuidado significa preocupação, inquietação, sentido de
responsabilidade, porque a pessoa que tem cuidado sente-se envolvida e
afetivamente ligada ao outro (shalom.pt).
Gentileza é a qualidade do que é
gentil, do que e amável. É uma amabilidade, uma delicadeza praticada por
algumas pessoas. A gentileza é uma forma de atenção, de cuidados, que tornam os
relacionamentos mais humanos, com menos rispidez. Quem pratica a gentileza não
tem má vontade, não é indiferente e sim é cuidadosa, distinta e delicada. Atos
de gentileza podem ser praticados, no dia a dia, por pessoas gentis (significados.com.br).
Diante dos conceitos citados acima e
conhecendo a necessidade de se praticar a gentileza e o cuidado com o outro,
percebemos que ambos se complementam e o quanto podemos fazer a diferença na
vida de alguém. Hoje as pessoas, em geral, não tem esse cuidado com o próximo,
não notam que o outro também possui uma vida, problemas, preocupações e
necessidades. Tornamos-nos muito individualistas e não temos tempo para ouvir o
que o outro tem a falar sobre sua história.
O tema foi escolhido, pois
observamos em nosso meio acadêmico o quanto faltam essas pequenas atitudes de
bem, de gentileza, de cuidado e como algo tão simples pode mudar o dia de
alguém. Pretendemos conscientizar os acadêmicos de que é indispensável saber
lidar com o outro, independente do curso, pois do momento em que acordamos até
o momento de irmos deitar, nos relacionamos com as pessoas e com isso,
precisamos tornar as relações mais humanas, o que não tem acontecido nos dias
de hoje.
É
possível afirmar que a questão dos Direitos Humanos não é apenas política ou
jurídica, mas também uma questão social, baseada em valores, tais como: a
tolerância, o diálogo, a cidadania, o respeito à diversidade, entre outros.
Assim, nós, do curso de Psicologia, queremos deixar a
mensagem de que o cuidar do outro reflete uma posição ética que atravessará
nossas vivências profissionais daqui em diante. E a gentileza é um bom começo.
Referências
SPONVILLE,
André C. Dicionário de Filosofia. Martins Fontes, 2011, p. 219-220.
Alunos: Adriano Marcos da Silva, Camila Maria da Silva, Elder Alves Reis Almeida Francisco Paz da Silva Netto, Isabela da Silva Vieira, Juliana de Oliveira Rosa, Kárita de Araújo Pereira, Larissa Alves de Jesus, Marlene Aparecida Tiago, Thaís Defensor Santos
Coordenadora do projeto interdisciplinar: Ana Paula de Freitas
O
trabalho Interdisciplinar do 5º período de Psicologia aborda os Direitos
Humanos, que garantem legalmente a liberdade e igualdade de todos. Tem como
tema principal o preconceito, que é uma opinião formada sem maior ponderação.
A
ignorância que algumas vezes confunde o pensamento humano não condiz com a variedade
cultural do planeta em que vivemos. Não somos iguais, nossa condição humana nos
define e a vivencia nos confere experiências.
A
relação da Psicologia como preconceito está pautada no interesse dos Psicólogos
em levar a sociedade o conhecimento do respeito á diversidade étnica, cultural,
religiosa, familiar, de gêneros e demais, que nos fazem diferentes uns dos
outros, com o propósito de tornar tal sociedade mais justa.
O
preconceito fere os direitos do outro, pois dá pretexto a uma atitude
discriminatória, que surge como forma de manifestar a hostilidade do opressor.
A ética é uma reflexão do nosso comportamento,
levando em consideração tanto o grupo quanto o individuo. Sendo assim, um ato
de preconceito demostra um comportamento antiético, e ocasiona problemas
sociais.
A ética do cuidar implica em não infringir as
normas do Código de Ética do Conselho Federal de Psicologia, sendo uma delas abster-se
de seus julgamentos e se submeter a supervisões para garantir a saúde emocional
e melhor acolher seu paciente.
O
vídeo que criamos mostra pessoas de nossa comunidade que sofreram ou sofre
preconceito. Através dos depoimentos tivemos a intenção de demonstrar que o
preconceito está presente na sociedade mesmo nos dias atuais. A todos ele o
nosso agradecimento por colaborarem neste pequeno ato de denuncia.
Agradecemos
também a gentil colaboração do aluno de Psicologia da UNITRI José Antônio Martins,
a orientação da Professora Ana Paula de Freitas e a participação de todas as
pessoas que compartilharam sua experiência com o preconceito através do vídeo. Alunas: Ana Clara Dias, Alcione Macedo, Carla Mara Mamede, Franciele de Oliveira, Isabella Lopes, Nicole Teodoro, Paloma Queiroz, Pâmela Cruz, Rafaella Ávila,Thais Torres.
Turma de estagiários do 5º período da Psico UNITRI no 1º semestre de 2016. São eles que irão mostrar temas bem interessantes em nosso blog, que traz novidades neste semestre: a inclusão dos temas Direitos Humanos, Meio Ambiente, Relações
Étnico-raciaisAguardem!
Autores: Ana Gabriela Oliveira, Andressa Duarte, Fernanda Georgino, Jeanne Cruvinel, Kéllen de Oliveira e Marcos Paulo Gil.
Como se dá a ética no acompanhamento terapêutico?
O termo “ética” deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.
A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos.
Entende-se por Acompanhamento Terapêutico um modelo de intervenção clínica, que se dá no cotidiano, envolvendo a dupla Acompanhante Terapêutico e Acompanhado. Tradicionalmente destinado a sujeitos que estejam numa condição de sofrimento psíquico que transcenda o problema orgânico em si, caracterizando um isolamento social que necessite de intervenção e acompanhamento, visando auxiliar o acompanhado na reconstrução das relações sociais e afetivas, na retomada dos laços sociais. (BARRETO ,2001).
A palavra acompanhar tem origem no latim e traz por significado comer do mesmo pão. Desta forma, acompanhar é mais que estar junto, é compreensão mútua e afinidade também. E isso por um tempo maior pode gerar uma ligação bastante intensa. E se essa ligação entre acompanhante e acompanhado evolui, alcançando uma mútua representação, afetiva e de aprendizado, transforma-se em algo muito valioso. Assim, os elementos que estavam presentes de modo mais evidente, que foram os motivadores a se designar um acompanhante terapêutico, deixam de ser o principal ponto através do qual o outro é visto e compreendido, ampliando assim o olhar e a ligação com o outro. E a força desta relação baseia-se em amizade. (Idem p. 167-170).
O mesmo autor propõe que as bases no tratamento AT seja uma combinação das funções de Holding, Manejo e Placement, propostas por Winnicott. (1983, apud Barreto , 2001).
Para Winnicott (1983, apud Barreto 2001), a sustentação, ou holding, protege contra a afronta fisiológica. O holding deve levar em consideração a sensibilidade epidérmica da criança – tato, temperatura, sensibilidade auditiva, sensibilidade visual, sensibilidade às quedas – assim como o fato de que a criança desconhece a existência de tudo o que não seja ela própria. Inclui toda a rotina de cuidados ao longo do dia e da noite. A sustentação compreende, em especial, o fato físico de sustentar a criança nos braços, e que constitui uma forma de amar. A mãe funciona como um ego auxiliar.
O holding é o que protege da psicose. Winnicott considera que a psicose não é fruto de forças pulsionais, mas fruto de um holding insuficiente e, com isso, o sujeito cai num não ser; ele não consegue unir uma experiência de unidade de si mesmo, um eu sou, não consegue ser um sendo no tempo sem cotidiano.
O Manejo consiste no fornecimento de um ambiente adequado, no contexto e fora dele, que faltou ao paciente em seu processo de desenvolvimento, sem o qual só lhe resta existir em termos da utilização reativa de mecanismos de defesa e de potencialidades do id. O Placement passou a ser reconhecido como uma modalidade clínica, mediante a qual o indivíduo é retirado de determinado lugar e colocado em outro, com uma provisão ambiental mais adequada as suas necessidades.
O acompanhante terapêutico lança mão das três funções em seu trabalho, porém no lugar de alguém que se coloca lado a lado de seu acompanhado.
“Assim, poderá, em um determinado período ou com um determinado paciente, exercer funções que tenham a ver com a maternagem e a paternagem e, em outros momentos, com a amizade”. (BARRETO 2001, p.196).
Deste modo podemos compreender que o acompanhante terapêutico por vezes se posicionará com cuidados, outras, com limites, mas, na maioria do tempo se posicionará como num contexto de irmandade, o que por sua vez proporcionará uma relação amigável. O diferencial no acompanhamento terapêutico é o acolhimento, a escuta e o cuidado. O trabalho do acompanhante terapêutico está determinado por uma postura ética o tempo todo.
A Ética está em o acompanhante terapêutico não permitir que a relação amigável com seu Acompanhado perca o foco do tratamento, esperando algo em troca do seu paciente, pois sabemos que a relação de amizade é uma relação não delimitada e simétrica, o que não pode ocorrer na relação de um Acompanhamento Terapêutico. Deve-se, sim, ter um clima amistoso, mas com a consciência e preparação que só o AT poderá conduzir.
Referência Bibliográfica:
BARRETO, Kleber Duarte.Ética e técnica no acompanhamento terapêutico: andanças com Dom Quixote e Sancho Pança. São Paulo: Unimarco, 2001.
O vídeo a seguir mostra uma entrevista com a Psicóloga e Acompanhante Terapêutica Mariana de Silvério Arantes, da http://www.trilhasat.com.br. A quem gentilmente agradecemos o apoio ao nosso projeto interdisciplinar.
Foucault,
em sua obra “Vigiar e Punir” (1975/2008), faz uma análise de como os tipos de
castigo passaram por uma evolução ao longo da história. O processo de punir era
considerado um cerimonial em que as etapas do suplício consistiam na privação
do condenado a qualquer minimização do sofrimento. Deste modo toda a sociedade
presenciava a punição, com o intuito de demonstrar poder por parte do soberano,
para evitar que as pessoas desrespeitassem as regras e normas ou tentassem
desafiá-lo.
Este modelo de punição contribuiu para que os pensadores,
filósofos, juristas e legisladores do século XVIII repensassem uma nova maneira
de fazer justiça, contrária ao processo de punir do rei, visto que este queria
apenas o controle da sociedade. Assim, no século XVIII e XIX, o ato de punir
passou do suplício para o inquérito, que consistia em um confronto intelectual,
encerrando ás violências físicas e dando origem às cadeias e à legislação
criminal.
De acordo com Figueiredo Netoet al.(2009), atualmente, no sistema
carcerário o preso perde alguns de seus direitos, como a liberdade. A pessoa
fica isolada do convívio familiar, da sociedade e perde o direito de ir e vir. Apesar
disso, ele ainda tem alguns direitos, de acordo com o artigo 41 da Lei de
Execução Penal, que tem como função começar um processo de reabilitação, resgatando
seus valores humanos para que ele volte ao convívio social. Entretanto, a
maioria dos presídios encontra-se em um estado preocupante, e na maioria deles
faltam recursos para a recuperação desses indivíduos.
O processo de ressocialização tem como objetivo amenizar o
número de reincidências, auxiliando na recuperação do detento por meio de
medidas como educação, capacitação profissional e busca da conscientização
psicológica e social, visto que o indivíduo se torna reincidente, devido à
carência desses recursos. Assim, o papel da ressocialização é recuperar a
dignidade e autoestima, trazer o amadurecimento do indivíduo, além da
preparação profissional, priorizando então os direitos básicos do sujeito.
Em relação à ética do cuidar é importante ter conhecimento
do significado de alguns termos: “moral”, tem origem no latim “Morales”, que
significa “relativo aos costumes”; refere-se às normas de conduta de uma sociedade,
que norteiam suas ações, julgamentos sobre o que é certo ou errado, bom ou mau.
E “ética” vem do grego “ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. A ética
busca explicar as normas morais de forma racional, é um campo relativo, o qual
não existe certo ou errado. No caso do psicólogo vale ressaltar que, como
qualquer outro profissional,deve seguir um código de ética. Entretanto, ele se
depara com muitas dificuldades e preconceitos, pois já construiu sua moral ao
longo da vida. No cuidado com as pessoas que estão presas, o psicólogo deverá
suspender seus julgamentos prévios do que é certo ou errado, e realizar suas
intervenções pautando-se por uma ética que priorize a relação humana e o
cuidado integral à pessoa em seu processo de reintegração social.
O vídeo a seguir foi criado por nós para ilustrar o tema. Ele faz uma
crítica à mídia sensacionalista que consegue manipular a população fazendo com que
esta acredite em suas verdades sem questionar. Na maioria das vezes isso
acontece pela falta de conhecimento e discernimento das pessoas, que se
influenciam facilmente pelas opiniões dadas por meios de comunicação e acabam reproduzindo no seu comportamento tudo aquilo que ela transmite. O vídeo foi
inspirado no depoimento do psicólogo Welligton Bessa, que atua no Centro de
Atenção Psicossocial de Uberlândia (CAPS) a quem muito gentilmente agradecemos
a colaboração.
Vídeo: A reintegração social dos apenados: ética e cuidados.
5° Período de Psicologia Camila Correa Mendonça, Juciele Nascimento Santos, Letícia Gonçalves Honorato, Taynara Martins Moura, Tercília Maria Rodrigues Osório, Wanelle Naves Passos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
FIGUEIREDO
NETO, Manoel Valente; MESQUITA, Yasnaya Polyanna Victor Oliveira de; TEIXEIRA,
Renan Pinto; ROSA, Lúcia Cristina dos Santos. A ressocialização do preso na realidade brasileira: perspectivas para
as políticas públicas. In:Âmbito Jurídico, Rio
Grande, XII, n. 65, jun 2009. Disponível em: <http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=6301>. Acesso em out 2015.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão;
tradução de Raquel.
A utilização da palavra tecnologia é
comumente usada desde a Revolução Industrial, no final do século XVIII, sendo
generalizada para os demais setores da sociedade como um avanço, um conjunto de
facilidades que auxiliam na execução das mais diversas tarefas. Atualmente usamos
esse termo para designar as melhorias ou progressos de recursos, assim como as
facilidades que ela ocasiona, seja na comunicação, n trabalho ou no lazer. Contudo,
se por um lado a tecnologia diminui as barreiras, devemos questionar se não há
nenhum tipo de prejuízo ou falha nessa relação virtual.
A psicologia é definida como a
ciência que estuda o comportamento humano e as consequências do mesmo no
ambiente. Sendo assim, preocupa-se em não ignorar a demanda social que está
ligada à tecnologia, como redes sociais, álbuns virtuais e mensagens instantâneas,
a fim de que, sabendo explorar essa tecnologia, possa compreender e intervir.
As tecnologias de comunicação à
distância têm sido usadas para atendimentos psicológicos para aqueles que, por
motivos diversos, não poderiam frequentar regularmente os serviços presenciais
e se transformou em uma modalidade de atendimento psicológico que há mais de
quinze anos é exercida por profissionais de países como estados Unidos, Canadá,
Inglaterra, Rússia e Argentina. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php.script=sci_arttext&pid=S167720702011000200003&Ing=pt&nrm=iao.
No Brasil ainda não temos muitos
estudos que abordem as possibilidades e riscos, o que justifica a Resolução
012/2005 do Conselho Federal de Psicologia, que regulamenta, somente sob o
processo de credenciamento de site, a oferta da orientação mediada pelo
computador; contudo, limita a prática terapêutica somente para fins de
pesquisa. http://www.pol.br/legislacao/pdf/resolucao/2005-12.pdf.
A procura pelos serviços de
psicologia on-line tem aumentado e já há uma oferta desses trabalhos, como
podemos visualizar na lista de serviços credenciados, disponível no site do
Conselho Federal de Psicologia (http://site.cfp.org.br/index.php).
É necessário, portanto, que se ampliem os estudos para que as possibilidades
também aumentem.
Prado e Meyer (2006) publicaram no
artigo “A avaliação da relação terapêutica na terapia assíncrona via internet”,
um estudo pioneiro sobre a participação de profissionais que trabalham com
diferentes abordagens na realização de sessões de psicoterapia, utilizando
meios da internet, apresentando resultados positivos.
Pensando nessas questões, podemos
refletir quais seriam as facilidades e riscos presentes nessa prática de
atendimento psicológico on-line. Alguns questionamentos como: o valor a ser cobrado,
a duração das sessões, qual o espaço adequado para o atendimento, se haverá
limite de atendimento e quais casos podem ser atendidos, como se daria o
registro de informações, assim como os arquivos, pautando-se sempre na postura
ética que o profissional da Psicologia deve ter.
É importante ressaltar que o
atendimento à distância não se refere simplesmente à transferência para o
espaço virtual dos conhecimentos adquiridos na clínica tradicional. Portanto, é
possível afirmar que a internet é um instrumento que pode ser utilizado para a
informação, conexão social, educação, economia, enfrentamento da timidez, entre
outros. Sendo assim, é importante investigar e explorar a utilização dessa ferramenta
on-line no campo da Psicologia, para que seja um campo comprovado
cientificamente. Por essa razão, o nosso principal objetivo é fomentar uma
reflexão e, quem sabe, investigar novos estudos para essa prática que tem florescido
atualmente.
Referências:
PRADO,
Oliver Zancul; MEYER, Sonia Beatriz. Avaliação
da relação terapêutica na terapia assíncrona via internet. Maringá, v.11,
n.2, p.247-257.
A escola é um ambiente de interação humana, de
disseminação do saber e produção de conhecimento, é um lugar onde as pessoas
passam uma boa parte de sua vida, e lá temos a oportunidade de interagir com
pessoas diferentes de nós com culturas, habilidades e dificuldades distintas. O
que nos ajuda a desenvolver uma maior tolerância com os diferentes e uma compreensão
de mundo mais abrangente.
Diversas nomenclaturas já foram utilizadas para
denominar a área da psicologia que trabalha no âmbito escolar, atualmente ela é
chamada de Psicologia Educacional e Escolar. Thorndike um dos grandes teóricos
da psicologia, em 1903 nos Estados Unidos, esse autor foi o pioneiro a utilizar
o termo “Educational Psychology”
cientificamente.
Em 1962 a psicologia é regulamentada como
profissão no Brasil, mas já existiam instituições de ensino aqui, e
conhecimentos psicológicos já eram utilizados para solucionar problemas de
aprendizados, no começo do século XX, a psicologia do escolar como era
conhecida na época, tinha o foco na “criança problema” ou “criança que não
aprende”, exibindo um modelo higienista da época, mas a partir do ano de 1980
essa visão começa a mudar por conta da crítica feita por Maria Helena Souza
Patto em sua tese de mestrado.
Após 1980 passamos a denominar a psicologia
relacionada à escolarização de Psicologia Educacional e Escolar. Sendo a
Psicologia Educacional responsável pelo desenvolvimento e estudo de teorias,
métodos, técnicas e pesquisas relacionadas a psicologia no âmbito escolar. E a
Psicologia Escolar faz uso do conhecimento produzido pela Psicologia
Educacional, colocando em prática, e possibilitando também a produção de novos
conhecimentos. Estando intrinsecamente relacionadas, uma depende da outra por
isso esta nova nomenclatura.
Sabe-se que toda profissão, principalmente aquelas ligadas à
área da saúde, são guiadas por um código de ética bem estabelecida, com
diversos direcionamentos para a prática profissional. O psicólogo escolar atua
na instituição dando suporte psicológico tanto para alunos quanto para todos os
profissionais que trabalham na escola. Para fiscalizar a ética do Psicólogo
Educacional e Escolar temos a ABRAPEE – Associação Brasileira de Psicologia
Educacional e Escolar.
O Psicólogo Educacional e Escolar deve trabalhar com os
profissionais e alunos da escola, deve ter uma visão dialética do homem,
compreendendo-o como ser subjetivo, social, que possui uma tendência à auto
realização, e que precisa ser estimulado para alcançar sua capacidade máxima, é
função do Psicólogo escolar desenvolver e preparar os diversos profissionais
que trabalham dentro das instituições de ensino para que eles tenham uma melhor
compreensão de como lidar com o indivíduo excepcional. Possibilitando o
excepcional desenvolver suas habilidades ao máximo.
Vídeo: Normal é ser diferente.
Alunos do 5° período:
Gabriel M. Garcia
Marina Lina
Tauany
Andressa
Rejane
Aparecida
Rosiane
Beatris
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL – ABRAPEE. Estatuto, 2005 Campinas, 2006.
BARBOSA, Deborah
Rosária; SOUZA, Marilene Proença Rebello Psicologia
Educacional ou Escolar? Eis a questão Revista Semestral da Associação
Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, São Paulo, Vol. 16, Número 1,
2012, p. 163-173. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572012000100018>
Acesso em: 10 set. 2015.
CONSELHO FEDERAL DE
PSICOLOGIA. Código de Ética, 2005,
Brasília, 2005.
JÚNIOR, Tadeu Barbosa
Nogueira. Deficiência, Incapacidade e Desvantagem: Conceitos Básicos In:
ASSUMPÇÃO, F. B.; TARDIVO, L. S. P. C. Fundamentos
de Psicologia, Psicologia do Excepcional, Deficiência Física, Mental e
Sensorial. Rio de Janeiro: Guanabara, 2008. p. 1-4
RODRIGUES, Ida Janete.
Inclusão: Um desafio em processo de construção In: ASSUMPÇÃO, F. B.; TARDIVO,
L. S. P. C. Fundamentos de Psicologia,
Psicologia do Excepcional, Deficiência Física, Mental e Sensorial. Rio de
Janeiro: Guanabara, 2008. p. 80-88
SOUZA, Marilene
Proença Rebello et. al. Atuação do
Psicólogo na Educação: Análise de publicações científicas brasileiras Psicologia
da Educação, São Paulo, ano 38, 2014, p.
123-138 Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-69752014000100011&script=sci_arttext>
. Acesso em: 10 set. 2015.
A Psicologia do esporte passou por muitos desafios
até se estabelecer como tal, Samulski (1992), afirma que no final do século XIX
já era possível encontrar estudos e pesquisas relativas a questões
psicofisiológicas no esporte. A psicologia do esporte é uma área das ciências do
esporte, assim como a medicina esportiva ou a pedagogia esportiva, cujo
objetivo é elaborar, empiricamente, os conhecimentos psicológicos necessários à
prática esportiva (Thomas, 1983). Para a Associação Americana de Psicologia
(1999) psicólogos do esporte preocupam-se, entre outras coisas, em compreender
como a participação em atividades físicas e esportivas pode alterar e
contribuir para o desenvolvimento psicológico, o bem-estar e a saúde de atletas
e não atletas, e em orientar atletas a fazerem uso dos conhecimentos da
psicologia para alcançar um nível ótimo de saúde mental aperfeiçoando sua
“performance”.
Ao se
tratar de esporte, nota-se um grande número de pessoas envolvidas no tratamento
de atletas desde médicos, fisioterapeutas, psicólogos e outros que trabalham
visando a melhora física e mental do mesmo, em busca de uma melhor performance
e rendimento. A área de atuação do psicólogo
não se priva somente ao esporte de alto rendimento, mas também a projetos
sociais, iniciação esportiva, práticas de tempo livre, esporte escolar e
reabilitação, onde o mesmo auxiliará para o desenvolvimento do atleta, ou seja,
onde quer que se faça necessária a presença de um psicólogo.
A ética do
Esporte e a ética do Psicólogo são coisas diferentes, por isso o profissional
deve buscar a maior aproximação possível entre as duas. No esporte os atletas
passam por várias transformações, dentre elas, as transformações que envolvem o
seu corpo, pois o corpo do atleta muitas vezes é seu instrumento de trabalho.
No esporte ele é manipulado pelo atleta e seus técnicos para atingir ao máximo
seus objetivos e o seu rendimento, o corpo é um cartão de visitas, uma
propaganda para o público. Nesse contexto pode-se dizer que o Psicólogo se
depara não só com padrões éticos como também morais.
A ética do cuidar vai além que
simplesmente dizer algo para que o atleta faça cuidar implica em acompanhar,
aconselhar, observar, diagnosticar e se necessário intervir sobre o
comportamento do atleta mediante aquilo que se mostra como necessidade do
esportista.
Entendemos que o trabalho do psicólogo no
esporte acontece em contexto multidisciplinar, em confluência com os
treinamentos técnico, tático e físico, tornando-se um diferencial para atletas
e comissão técnica, e também apontando para um leque de espaços de trabalho e
de atuação para além do esporte de alto rendimento, como a reabilitação, as
práticas de tempo livre, o esporte escolar e os projetos sociais, como
apontados por Rubio (2007).
Neste sentido, apontamos que o fator
psicológico não é o único a ser “corrigido” em uma equipe esportiva, mas ao
considerarmos que não há uma dicotomização entre corpo-mente e, principalmente,
que o esporte brasileiro não está desapartado de suas configurações históricas,
sociais, econômicas e políticas, acreditamos que o psicólogo aparece como mais
um elemento potencializador, como um profissional de saúde mental também nesta
área, e que seu trabalho acontece a médio e longo prazo.
REFERÊNCIAS
RUBIO,
Katia. Ética e compromisso social na Psicologia do Esporte. Psicologia Ciência
& Profissão, v. 27, n. 2, p. 304-315, Universidade de São Paulo, 2007.
RUBIO,
Katia. Da Psicologia do Esporte que temos à Psicologia do Esporte que queremos.
Revista Brasileira de Psicologia do Esporte, 2007.
WEINBERG,
R. & GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e Exercício. Artmed; 2001.
WINTERSTEIN,
P. J. Ética no esporte e na psicologia do esporte: reencontrando caminhos.
Revista Digital – Buenos Aires, v.10, n.76, Faculdade de Educação Física -
UNICAMP, 2004.
WEINBERG,
R.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício.São Paulo: Artmed. 2001