Informações e reflexões sobre a Ética na perspectiva dos estagiários em Psicologia.
Destinado aos estudantes que irão passar pela experiência de estágio e também a profissionais.
Refletindo sobre a psicologia
social e sua aplicação, percebemos que somos treinados e capacitados a exercer
a profissão respeitando seus principais fundamentos, mas somos pouco atentos à
necessidade de pensar a construção de uma “Ética Profissional”; de refletir de
onde ela vem, como é construída e de que maneira devemos pensá-la para que sua
prática seja um instrumento norteador do trabalho da psicologia em todas as
suas competências.
A psicologia social é o estudo
científico de manifestações comportamentais de caráter situacional suscitadas
pela interação de uma pessoa com outras pessoas, ou pela mera expectativa de
tal interação, bem como dos processos cognitivos e afetivos decorrentes do
processo de interação social (AROLDO RODRIGUES, 2012).
O código de
ética que regulamenta o exercício da profissão da psicologia nos apresenta sete
princípios fundamentais da atuação do psicólogo. Vamos destacar aqui quatro
deles que irão influenciar diretamente nas áreas de atuação da psicologia
social:
I - O Psicólogo baseará o seu
trabalho no respeito à dignidade e à integridade do ser humano;
II - O Psicólogo trabalhará visando a promover o bem-estar do indivíduo
e da comunidade, bem como a descoberta de métodos e práticas que possibilitem a
consecução desse objetivo;
IV - A atuação profissional do Psicólogo compreenderá uma análise
crítica da realidade política e social;
VI - O Psicólogo colaborará na
criação de condições que visem a eliminar a opressão e a marginalização do ser
humano; ( RESOLUÇÃO CFP Nº 010/05) .
A psicologia social traz a
discussão dos dilemas humanos pra um campo onde entender as relações não
depende somente de entender as relações dos sujeitos entre si e seus grupos,
necessita de uma análise maior, de entender como funciona a sociedade desses
sujeitos e de tudo que influencia suas vidas. A psicologia social nos chama a
todo tempo para um cuidado com o outro, para a análise de nossos julgamentos,
de nossas crenças, de nossos moralismos e como isso afeta essas relações e
principalmente a maneira como nos dispomos, por exemplo como estagiários a
cuidar desse outro.
A ética é necessária não somente
como algo que defini como deveremos nos comportar, de que regras devemos
seguir; necessitamos sim dessas condutas, de normas, porém devemos nos atentar
a não somente cumprir um dever de casa onde treinamos o que deve ser feito,
devemos ter consciência de que tarefa é essa que nos foi dada, devemos indagar,
questionar, conhecer e ter domínio de tudo que perpassa por nossa prática.
Se nossa
pretensão é dar autonomia, liberdade, buscando conscientizar o outro de suas
potencialidades, da possibilidade de novas formas de pensar é necessário também
essa construção em nós mesmos, essa é uma atitude que acreditamos que todos
devem desempenhar em um processo de formação de novos psicólogos.
Nossa intenção é
a de trazer a reflexão sobre qualquer tema que influencie de alguma maneira
nossa profissão e desperte em nós a vontade de nos mantermos mais humanos. Temos
aqui não um vídeo que irá clarear nossas ideias sobre nossa prática, nem sobre
como vemos a psicologia social, muito menos uma maneira simples de como nos
tornamos éticos; ilustraremos aqui apenas uma atitude, uma reação inesperada de
alguém que ocupa um lugar onde poderia manter atitudes de padrões aceitáveis
pela sua sociedade, mas que causava sofrimento ao outro, e por isso se vê na
obrigação de considerar que sua consciência e sua maneira de ver o mundo não
permitem que ele mantenha as relações existentes da maneira como estavam
propostas e vividas; alguém que atende às suas emoções, aos seus pensamentos, à
sua reflexão e usa do poder que lhe foi instituído para expressar o que
acreditava ser o melhor a ser feito naquele momento. Este alguém é o personagem
vivido no filme “O Grande Ditador, de Charles Chaplin”.
Referências Bibliográficas:
ASSMAR, E.
M, L. JABLONSKI, B. ROGRIGUES, A. Psicologia
Social. 29 ed. Petrópolis: Vozes, 2012.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP Nº 010/05. Ed. Brasília Rádio Center, Brasília, p. 1 – 18, 21 de julho
de 2005.
Considerações
sobre o livro “A Ética do Cuidar” de Leonardo Boff
Alunos
do 5° Período de Psicologia 2014-1
Para
tratarmos do assunto “Ética do cuidar”, nos baseamos no livro “Saber cuidar:
Ética do Humano – Compaixão pela Terra” de Leonardo Boff , no qual enfatiza o
cuidado com o ser humano e o cuidado com a Terra. O livro foi criado a partir
de uma perspectiva de urgência pelo fato de surgirem sintomas que sinalizam
grandes sinais de devastações no planeta Terra e na humanidade.
A
degradação crescente de nossa casa comum, a Terra, denuncia nossa crise de adolescência.
É importante entrarmos na idade adulta com sabedoria e conscientizados para que
seja garantido um futuro promissor, pelo fato de o sintoma mais doloroso já
constatado há décadas por analistas e pensadores contemporâneos ser o difuso
mal estar da civilização que vem aparecendo sob o fenômeno do descuido, o
descaso e do abandono, ou seja, da falta de cuidado.
Cuidar
é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de
atenção, de zelo e de desvelo. Representa uma atitude de ocupação, preocupação,
de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro. Quando dizemos, por
exemplo: “nós cuidamos de nossa casa” subentendemos múltiplos atos como: preocupamo-nos
com as pessoas que nela habitam dando-lhes atenção, lhes garantindo as
provisões e interessando-nos com o seu bem-estar. Zelamos pelas relações de
amizade com os vizinhos, ocupamo-nos do gato, cachorro, peixe e dos pássaros
que povoam nossas árvores. Tudo isso pertence à atitude do cuidado material,
social, pessoal, ecológico e espiritual. Se não receber cuidado desde o
nascimento até a morte, o ser humano desestrutura-se, perde sentido e morre.
Se, ao longo da vida, não fizer com cuidado tudo o que empreender, acabará por
prejudicar a si mesmo e por destruir o que estiver à sua volta. Colocar cuidado
em tudo o que projeta e faz, eis a característica singular do ser humano.
Boff
lança mão de uma fábula-mito sobre o
cuidado para ilustrar o tema:
“Certo dia, ao atravessar um rio, Cuidado viu um
pedaço de barro. Logo teve uma ideia inspirada. Tomou um pouco do barro e
começou a dar-lhe forma. Enquanto contemplava o que havia feito, apareceu
Júpiter. Cuidado pediu-lhe que soprasse espírito nele. O que Júpiter fez de bom
grado. Quando, porém, Cuidado quis dar nome à criatura que havia moldado,
Júpiter o proibiu. Exigiu que fosse imposto o seu nome. Enquanto Júpiter e
Cuidado discutiam, surgiu, de repente, a Terra. Quis também ela conferir o seu
nome à criatura, pois fora feita de barro, material do corpo da Terra.
Originou-se então uma discussão generalizada. De comum acordo pediram a Saturno
que funcionasse como árbitro. Este tomou a seguinte decisão que pareceu justa:
Você , Júpiter, deu-lhe o espírito;
receberá, pois, de volta este espírito por ocasião da morte dessa
criatura. Você, Terra, deu-lhe o corpo; receberá, portanto, também de volta o seu
corpo quando essa criatura morrer. Mas como você, Cuidado, foi quem, por
primeiro moldou a criatura, ficará sob seus cuidados enquanto ela viver. E uma
vez que entre vocês há acalora discussão acerca do nome, decido eu: esta
criatura será chamada Homem, isto é, feita de húmus, que significa terra
fértil.”
Os
mitos não têm autor. Pertencem à sabedoria comum da humanidade, conservada pelo
inconsciente coletivo sob a forma de grandes símbolos, de arquétipos e de
figuras exemplares. Assim ocorreu com a fábula-mito do cuidado essencial,
também conhecida como “a fábula-mito de Higino”. A partir desta fábula-mito é possível
construir reflexões sobre o cuidado e pode ser vista como a verdadeira essência
do ser humano.
Tudo
isso nos faz pensar que não somos seres unicamente terrestres, já que o
universo, as galáxias e as estrelas surgiram muito antes do nosso planeta, o
qual é apenas um grão no meio da vastidão do cosmos. Somos todos filhos de um
Espírito Cósmico, onde o Universo e a Terra, no final, é uma coisa só.
O
autor, baseado na filosofia de Heidegger, mostra que cuidado é um modo de – ser
– no mundo, que funda as relações que se estabelece com todas as coisas, esse
modo significa uma forma de ex-istir e co-existir com o mundo, nesse processo o
ser humano vai construindo o seu propicio ser.
Divide-se
em dois, esse modo de ser no mundo: trabalho e cuidado. Trabalho se dá na forma
de interação e intervenção. O ser humano adapta o meio ao seu desejo. Uma
postura de dominação sobre as coisas para servir seus interesses. Enquanto no cuidado
a relação é sujeito-sujeito, não de domínio, mas, de convivência, de
intimidade, de acolhimento. O grande desafio para o ser humano é combinar
ambos, não são contrários um ao outro mais se compõe. Nossa civilização precisa
superar a ditadura do modo de Ser no trabalho que mantém reféns de uma lógica
que se mostra destrutiva e passar a colocar cuidado em tudo, conceder direito à
nossa capacidade de sentir o outro, de ter compaixão com todos os seres que
sofrem.
As
ressonâncias do cuidado essencial são o amor, a justa medida, a ternura, a
carícia, a cordialidade, a convivialidade e a compaixão que garantem a
humanidade dos seres humanos. Através desses modos-de-ser, os humanos
continuamente realizam sua autopoiese, vale dizer, sua autoconstrução histórica
simultaneamente constroem a Terra e preservam as tribos da Terra com suas
culturas, seus valores, seus sonhos e suas tradições espirituais.
Atualmente quase todas as sociedades estão
enfermas. Produzem má qualidade de vida para todos e não se trata somente de
impor limites ao crescimento, mas de mudar o tipo de desenvolvimento.
Diz-se
que o novo desenvolvimento social visa melhorar a qualidade de vida humana
enquanto humana. Nada agride mais o modo-de-ser-cuidado que a crueldade para
com os próprios semelhantes.
O
cuidado não é uma meta a se atingir no final da caminhada apenas. É um
principio que acompanha o ser humano em cada momento, em cada passo, ao largo
de toda vida terrenal, como bem sentenciou Saturno na fábula-mito de Higino.
Assim
como negar a existência de uma doença, de forma semelhante, a pior aberração do
cuidado é sua negação. Deparamos com a reclusão do ser humano sobre seu próprio
horizonte que, quando nega a essência de ser-cuidado, se torna atroz consigo
mesmo. O resultado disso é um processo de desumanização e de embrutecimento das
relações
.
Existem
as pessoas que tem cuidado em demasia, ou seja, em excesso. A pessoa é obsessiva
por cuidado, ela quer cuidar de tudo e de todos, é tanto cuidado que a pessoa
perde sua espontaneidade e ficam embaraçadas e sem energia pelo fato de se
desgastarem muito em fazer sua experiência do cuidado, entre erros e acertos. O
excesso de cuidado consigo mesmo gera um perfeccionismo imobilizador, porque a
pessoa não conclui nada que começa e dessa forma perde muitas oportunidades de
crescimento.
Há
também os que têm cuidado de menos. Não estão inteiramente nas coisas que
fazem, seja por perderem seu núcleo assumindo coisas em demasia, seja por
colocarem muito pouco empenho no que fazem. As coisas aparecem de qualquer
jeito, mal feitas, largadas, confusas, ou seja, descuidadas. Dessa forma a
pessoa perde o foco e se irrita, perdendo a serenidade.
O
cuidado não convive nem com a carência nem com o excesso. Ele é o ponto de equilíbrio
ideal entre um e outro.
Figuras
exemplares de cuidados podem ser notadas de maneira privilegiada no modo-de-ser
das mães, avós, educadoras, educadores, enfermeiras e tantas outras pessoas que
se desvelam no cuidado de alguém. Além disso, outras figuras relevantes em seus
exemplos citam-se: JESUS, FRANCISCO DE ASSIS, MADRE TEREZA DE CALCUTÁ, IRMÃO
ANTÔNIO, MAHATMA GANDHI, OLENKA E TÂNIA E JOSÉ DA TRINO.
Em
suma, a categoria cuidado se mostrou chave decifradora da essência humana. O
ser humano possui transcendência e por isso viola todos os tabus, ultrapassa
todas as barreiras e se contenta apenas com o infinito. Sem o cuidado que
resgata a dignidade da humanidade condenada à exclusão, não se inagurará um
novo paradigma de convivência . O cuidado vive do amor primal, da ternura, da
carícia, da compaixão, da convivialidade, da medida justa em todas as coisas.
Que
o cuidado aflore em todos os âmbitos, que penetre na atmosfera humana e que
prevaleça em todas as relações. “Para nós, estagiários, foi importante tomar consciência da responsabilidade que temos,aprender a importância de acolher o outro no seu sofrimento e na sua angústia . A partir disto, fizemos um vídeo para expressar nossa ideia sobre a “ética do cuidar”.
Referência Bibliográfica:
BOFF, Leonardo. Saber cuidar: Ética do humano - compaixão pela Terra. Petrópolis, RJ: Vozes,1999.
Por muito tempo o psicólogo escolar se
caracterizou por classificar e ajustar à escola os alunos com dificuldades
escolares, aplicando o conhecimento psicológico ao contexto escolar, com a
necessidade de corrigir e adaptar à escola o aluno portador de um problema de
aprendizagem. O objetivo principal da psicologia escolar é mediar os processos
de desenvolvimento humano e de aprendizagem, contribuindo para a sua promoção. O
desafio hoje da psicologia escolar é o de ampliar seu campo de atuação para
outros contextos e níveis educativos e sistematizar ações diferenciadas que
promovam o desenvolvimento e a aprendizagem dos envolvidos no cotidiano
escolar.
O Conselho Regional de Psicologia
orienta que o psicólogo em sua prática escolar deve considerar a realidade
brasileira, articulando com setores da saúde, do trabalho, dos movimentos
sociais, da assistencial social e do poder judiciário. Os psicólogos devem
compreender os fatores que produzem e causam sofrimento em educandos e
educadores, analisando o campo de relações sócio-políticas-pedagógicas para a
melhoria das condições do processo educacional, comprometendo-se com as funções
sociais da escola e de acesso aos bens culturais constituídos e a promoção de
autonomia dos indivíduos.
Cabe ao psicólogo a elaboração de
metodologias de trabalhos multidisciplinares, valorizando e potencializando a
produção de saberes dos diferentes espaços educacionais. A atuação do psicólogo
deve ir na direção da ampliação da qualidade do processo educacional, através
de práticas coletivas potencializando pessoas e grupos da comunidade escolar,
compartilhando sua prática e conhecimento desenvolvido pela Psicologia,
socializando saberes ampliando as possibilidades de atuação.O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da
liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado
nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos e visando
promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e
contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, atuará com
responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade
política, econômica, social e cultural, por meio do contínuo aprimoramento
profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como campo
científico de conhecimento e de prática.
No decorrer das pesquisas para podermos realizar o trabalho
interdisplinar proposto, podemos observar o tamanho da importância de estudar a
ética do profissional em Psicologia, sendo essa profissão a qual escolhemos.
Justificamos essa importância pelo fato de que a ética faz com que o
profissional compartilhe seu conhecimento e se doe de forma verdadeira e
correta. Ao possuir ética, o profissional, terá como conseqüência o sucesso e o
respeito diante da sociedade. O profissional ético traz consigo maiores
possibilidades da ascensão profissional, com respeito e honra em seu exercício.
Quando se trata da temática “Psicologia do esporte” não
se encontra muita relevância investigativa. Tal fato pode ser percebido ao se
procurar trabalhos ou pesquisas relacionados a este assunto.
Um tema tão escasso, mas de tão importância, vem ganhando
seu espaço devido a grande manifestação esportiva que é cada vez mais reforçada
pela mídia, que coloca atletas vencedores em um patamar de grande
reconhecimento pela sociedade.
Tal reconhecimento, não chama a atenção somente para os
torcedores ou para aqueles que os admiram, mas também, consegue se destacar no
campo médico. Cada vez mais, médicos, nutricionistas, fisioterapeutas,
preparadores físicos, e não menos importantes, psicólogos, vem se preocupando e
se aprimorando na área do esporte. Buscando proporcionar a este atleta um bem
estar tanto físico quanto mental.
Dessa forma, todo o trabalho do psicólogo do esporte vai
estar direcionado para uma boa performance do atleta em busca de um máximo
rendimento em competições importantes. Ele irá preparar esse atleta mentalmente
para que o mesmo consiga ter um elevado desempenho sob pressão, medo ou
ansiedade. Também ajuda o orientando a como superar momentos críticos em
competições.
Alguns aspectos são facilmente observáveis dentro do
campo esporte. Personalidade, agressão e violência, liderança, dinâmica de
grupo, e bem estar dos atletas são uns desses aspectos, sendo extremamente
importante lembrar-se da preparação emocional necessária aos atletas que seria:
motivação, confiança, capacidade de lidar com a pressão ou estresse, capacidade
de foco e as emoções. Todos esses fatores se juntam e elevam a performance do
atleta.
Por isso, é de
extrema importância a ética do psicólogo ao se tratar de tais aspectos. “A
ideia da ética que lida com um tipo de ação, que é a ação livre" (RIBEIRO,
2002: 123). Seja talvez este um aspecto de extrema relevância na Psicologia do
Esporte e que nos remete à dúvida do quanto, atletas e técnicos, estão
conscientes do que, realmente, significa um acompanhamento psicológico no
esporte (SAMULSKI, 2002).
Também é importante atentarmos á perspectiva e opinião
desse atleta em relação à psicologia do esporte e a ajuda que a mesma pode lhe
oferecer. Dessa forma, buscamos tais informações com Olinto Neto, mais conhecido
como "DIDA". Dida é estudante de Educação Física e também jogador de
basquete do Centro Universitário do Triângulo - UNITRI. Aos 21 anos de idade,
Dida cursa o 5° período e já jogou na seleção Brasileira de basquete na qual
teve acompanhamento psicológico durante 3 anos. Ele relata que o psicólogo
estava sempre presente em todos os jogos, e que sempre trabalhava com o lado
motivacional da equipe, o oque era de extrema importância pois ajudava na
ansiedade, medo, e estresse.
Abaixo, um relato do atleta Dida:
Referencias:
RUBIO, Katia. Ética e
compromisso social na Psicologia do Esporte. PSICOLOGIA CIÊNCIA E PROFISSÃO, v.
27, n. 2, p. 304-315, Universidade de São Paulo,2007.
WINTERSTEIN, Pedro José.
Ética no esporte e na psicologia do esporte: reencontrando caminhos. Revista
Digital – Buenos Aires, v.10, n.76, Faculdade de Educação Física - UNICAMP,
2004.
A Ética do Psicólogo Organizacional Andreza
Gonçalves, Karoline Andrade, Kátia Maria, Ligia Andrade, Luanne Abrão, Maria
Lúcia de Castro, Mariana Isis.
Os psicólogos são responsáveis organizacionais que ocupam
posições de intervenção estratégica e importantes tomadas de decisões, que se
não realizadas corretamente e eticamente, podem causar diversos prejuízos
pessoais e organizacionais.
A
postura ética dos gestores e o clima ético da organização podem estimular ou
reprimir o desenvolvimento de uma política social ativa, refletindo-se no
desempenho real e esperado da empresa (SOUZA, Marilene).
Para isto, o profissional da Psicologia deve seguir os
princípios do Código de Ética Profissional do Psicólogo. OArt. 3º estabelece que “o psicólogo, para
ingressar, associar-se ou permanecer em uma organização, considerará a missão,
a filosofia, as políticas, as normas e as práticas nela vigentes e sua
compatibilidade com os princípios e regras deste Código. Parágrafo Único:
Existindo incompatibilidade, cabe ao psicólogo recusar-se a prestar serviços e,
se pertinente, apresentar denúncia ao órgão competente”.
O Código propõe também que o psicólogo não seja conivente
com quaisquer atos que caracterizem discriminação, exploração, violência etc; é
vedado a este acumpliciar-se com pessoas ou organizações que exerçam ou favoreçam o exercício ilegal da
profissão de psicólogo ou de qualquer outra atividade profissional; além de não
ser conivente com erros, faltas éticas, violação de direitos, crimes ou
contravenções penais praticados por psicólogos na prestação de serviços
profissionais; ao profissional é vedado também: desviar-se
para serviço particular ou de outra instituição, visando benefício próprio,
pessoas ou organizações atendidas por instituição com a qual mantenha qualquer
tipo de vínculo profissional; e também prestar serviços profissionais a organizações
concorrentes de modo que possam resultar em prejuízo para as partes envolvidas,
decorrentes de informações privilegiadas.
Em contrapartida o Psicólogo
Organizacional deve agir com competência, integridade, responsabilidade científica e profissional; respeito ao direito e a dignidade das pessoas
e organizações; responsabilidade
social e de forma sigilosa.
As
decisões e atitudes do psicólogo perante conflitos de interesse em organizações
que envolvam valores morais são influenciadoras do clima ético da organização e
do comportamento dos trabalhadores e a forma como eles se comportam e se
relacionam entre si e com a organização. (Bews e Rossouwn, 2002 apud Ernesto, 2012).
Nós
como estudantes do 5° período de Psicologia agregamos ao primeiro estágio
supervisionado a importância de se estudar e compreender a ética no âmbito
profissional como um grande dever e compromisso do psicólogo, pois independente
de onde atuamos é de suma importância ter uma postura ética.
Referências Bibliográficas
ERNESTO,
Paulo. Responsabilidade social e ética organizacional. Psicologia.pt.
2012.
AÉtica na Psicologia das Emergências e Dos Desastres
A
história da Psicologia das Emergências e Desastres teve seu início, nos Estados
Unidos, por volta do ano de 1909, com intuito de entender as reações vinculadas
às emoções dos indivíduos envolvidos em desastres. E em nosso país, no ano de
1974, fora promulgada a primeira lei que regulamentava a atuação e ajuda em
momentos de desastre.
O campo da Psicologia das Emergências e
Desastres é uma área bem recente e que ainda está em consolidação. O Brasil
ainda é um país que não produz muito material acadêmico sobre o presente tema,
diferentemente de outros países da América Latina. Acreditamos que o motivo
para tão pouca produção científica, seja devido ao fato da localização
geográfica privilegiada de nosso país, pois não estamos sujeitos a certos tipos
de catástrofes, tais como grandes abalos sísmicos, furacões e etc. Porém, suspeitamos
também que o motivo por estarmos de maneira lenta à respeito da Psicologia
brasileira das Emergências e Desastres, seja por só agora se darem conta de que
no país, ocorre desastres e estes, não são só da ordem de causas naturais, a
violência é considerada por muitos autores especialistas nesta Psicologia como
a grande catástrofe nacional, que por sinal, está cada vez mais evidente em nosso cotidiano. Sendo não só um
caso de polícia, mas é um problema de saúde mental.
A Psicologia das Emergências e Desastres é definida pela atuação do
psicólogo com pessoas atingidas por acidentes, desastres, catástrofes,
incidentes críticos, visando à reconstrução de seus espaços de vida e suas
relações intrapessoais.
É papel ético para aqueles que atuam nesse
campo, atuar com responsabilidades por meio de contínuo aprimoramento profissional,
contribuindo para desenvolvimento da psicologia no conhecimento prático e científico.
Segundo
o Art. 1º do Código de Ética Profissional do Psicólogo e conforme item j) é
preciso ter, para com o trabalho dos psicólogos e de outros profissionais,
respeito, consideração e solidariedade e, quando solicitado, colaborar com
estes, salvo impedimento por motivo relevante.
Os
psicólogos diante da necessidade de atuação em desastres e crises, devem se posicionar
da melhor maneira “prestando um serviço
que agrega qualidade e diferencial positivo para quem dele se serve, protegendo
ainda seu próprio bem-estar psicológico”. É
de suma importância para a preparação do profissional, conhecer “suas próprias
emoções, limites e as implicações da atividade intensa de empatizar com a dor e
o sofrimento do outro em meio a cenários devastadores”.
Esse profissional que lida com
esses cenários de desastres, deve estar sobre o cuidado profissional, pois ele
terá grande dificuldade na sua atuação ou pouco desempenhará seu papel. Afinal
este encontra-se “no terceiro grupo de risco, atrás apenas
dos envolvidos diretos, familiares e amigos”.
Segue abaixo vídeo que demonstra algumas cenas e ambientes de desastres .
Alunos:Iago
Guimarães Granel ; Jéssica
Cristina Silva de Oliveira ; Larissa
Morais Storti ; Lucas
Bernardi Cunha Santos e Thais
Freitas Vilela Psicologia UNITRI 1º semestre 2014
A
Psicologia Jurídica é uma área que está em constante crescimento
e sua função é a de avaliar as condições intelectuais e
emocionais do indivíduos em conexão com os processos jurídicos.
Sendo
assim, cabe ao Psicólogo Jurídico estudar e investigar
comportamentos do indivíduo e fazer a conexão entre a Psicologia e
o Direto com o comprimento da lei.
O
psicólogo tem como uma de suas funções auxiliar na fundamentação
da estrutura da decisão final do Juiz. O mesmo pode atuar em
instituições governamentais e não governamentais.
Como
toda profissão é necessário que se tenha uma conduta ética, que
rege normas e regras para que o funcionamento da mesma esteja agindo
certo e de acordo com o proposto, assim a psicologia também tem sua
conduta ética. A ética é definida como a ciência da conduta moral
na sociedade.
A
ética profissional de um psicólogo é baseada na promoção da
liberdade, igualdade, dignidade e integridade sempre respeitando e
promovendo a saúde e qualidade de vida do ser humano.
O
profissional da Psicologia tem que ter o respaldo ético em sua
atuação que foi descrito pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP),
no qual prevê:
I O psicólogo
baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da
dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos
valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos;
II. O psicólogo trabalhará visando a promover a saúde e a
qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá
para a eliminação de quaisquer formas de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e
opressão; III. O psicólogo atuará com responsabilidade social,
analisando crítica e historicamente a realidade política,
econômica, social e cultural; IV. O psicólogo atuará com
responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento
profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia
como campo científico de conhecimento e de prática (CFP,2005,p7).
O conselho
ressalta que a atuação do psicólogo nas instituições de justiça
não afastam o profissional de suas obrigações éticas, nem de seu
instrumental técnico de trabalho, atendendo-se, então, aos
questionamentos acerca do objeto psicológico do trabalho a ser
executado. Portanto além de indagar quais objetos devem ser
utilizados deve-se verificar o motivo do porquê da utilização.
A atenção das especificidades da
atuação do psicólogo no âmbito jurídico é constituída e
questionada pelo CFP, pois existe a preocupação em relação as
condições sob as quais os sujeitos do processo são orientados para
as referidas avaliações psicológicas e das conclusões apontadas.
O psicólogo pode realizar seu trabalho sem ferir a ética e o sigilo
inerentes a sua prática profissional.
Para
saber mais detalhadamente sobre a ética consulte o link abaixo:
Segue
abaixo o vídeo que perpassa por todo o âmbito da Psicologia
Jurídica.
Referência Bibliografica:
ASSIS, Cleber Lizardo; DA SILVA, Leila Gracieli. Inimputabilidade penal e a atuação do psicólogo jurídico como perito. Revista Direito em Debate, v. 22, n. 39, p. 122-143, 2013.
COSTA, L. F., PENSO, M. A., LEGNANI, V. N. e SUDBRACK, M. F. O. As competências da psicologia jurídica na avaliação psicossocial de famílias em conflito. Psicologia & Sociedade, v. 21, n. 2, p. 233-241, 2009.
SILVA, D. M. P. Psicologia jurídica no processo civil brasileiro. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.
Alunos:Camila Lopes;Fernanda Cristina;Jessica Massuda;Jaqueline Santos;Marília Krull e Uliana Rodrigues.