quinta-feira, 21 de maio de 2015

Acessibilidade para pessoas com deficiência: uma questão ética.


Fonte: http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/2012/05/28/calcadas-para-cadeirantes/

Ao pensarmos numa Ética do cuidado, escolhemos refletir sobre a atuação do psicólogo no âmbito da questão da acessibilidade para pessoas com deficiências.
 De acordo com o código de ética profissional do psicólogo, este tem um compromisso social com sua profissão. Em um dos princípios fundamentais citados nesse manual apresenta algumas responsabilidades do profissional como: “O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
Considera-se a pessoa com deficiência aquela que se apresenta em caráter permanente, perdas ou reduções de sua estrutura, ou função anatômica, fisiológica, psicológica ou mental, que gerem incapacidade para certas atividades.
Uma pessoa pode ter deficiência única ou deficiência múltipla que é associação de uma ou mais deficiências. As várias deficiências podem agrupar-se em quatro conjuntos distintos sendo eles: deficiência visual, motora, mental e auditiva.
O censo de 2010, divulgado pelo IBGE aponta que 45,6 milhões de pessoas declararam ter ao menos um tipo de deficiência o que corresponde a 23,9% da população brasileira. A maior parte delas vive em áreas urbanas. A deficiência visual foi a mais apontada, atinge 18,8% da população. Em seguida vêm as deficiências motoras: 7%, auditiva: 5,1% e mental ou intelectual: 1,4%.
A ONU, em 2006, propôs uma convenção dos direitos das pessoas com deficiência, em Nova York, onde vários países participaram. Essa reunião teve o objetivo de promover, proteger e assegurar o exercício pleno e imparcial de todos os direitos humanos e liberdades por parte de todas as pessoas com deficiência e favorecer o respeito pela sua dignidade.
O Brasil, em 30 de março de 2007, assinou em Nova York, a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência, surgindo assim o decreto 6.949 de 2009.
O presente decreto teve como objetivo a criação de programas para integração social, facilitação e acesso aos meios públicos, inserção do deficiente no mercado de trabalho, participação de inclusão na sociedade, respeito pela diferença e eliminação de obstáculos e barreiras no acesso público e privado, garantindo assim a acessibilidade.
Acessibilidade é a qualidade do que é acessível, ou seja, que tem acesso fácil. A acessibilidade oferecida aos deficientes é regida por lei, a Presidência da República através do decreto nº 5.296 de 02 de dezembro de 2004, regulamenta a lei nº 10.048 de 08 de novembro de 2000 que dá prioridade ao atendimento de pessoas com deficiência e idosos com idade igual ou superior a 60 anos, às lactantes e as pessoas acompanhadas com crianças de colo, e a lei 10.098 de 19 de dezembro de 2000 que estabelece normas gerais e critérios básicos para promoção de acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.
Essa acessibilidade serve como uma forma de eliminar todas as pedras que estão no caminho dos deficientes, tornando a vida daquele indivíduo mais fácil, seja ao pegar um ônibus, ir ao supermercado ou ir à faculdade.
O espaço público não deve ser elaborado pensando apenas no homem “normal” que possui todas as habilidades físicas e mentais. É necessário construir rampas, vias de acesso, para atender as necessidades da pessoa com deficiência garantindo assim a sua dignidade, para que de fato sua cidadania seja exercida.
Essa lei da acessibilidade é importante, pois possibilita um maior acesso dos deficientes no meio social, por exemplo: jovens com deficiências podem ir ao cinema, prestar vestibular, assistir jogos de futebol; pessoas em cadeira de rodas podem usar os sanitários de forma independente; pessoas cegas podem andar livre e seguramente pelas calçadas. É importante termos em mente que as pessoas com deficiência ou incapacidades tem o direito de estar nos mesmo lugares que nós estamos.
Para que a lei da acessibilidade seja assegurada é necessário que haja fiscalização por parte dos órgãos públicos. De acordo com o Jornal Correio de Uberlândia, atualmente há uma maior fiscalização e a partir de uma vistoria foi constatado que alguns lugares da cidade de Uberlândia-MG, como restaurantes, boates, igrejas, lojas, academias, cinemas, dentre outros, não estão preparados e equipados para receberem esses deficientes. Sem as licenças necessárias esse espaço é interditado para que o dono do estabelecimento tome as medidas cabíveis para adequar o local às normas. Caso isso não ocorra, é definido o fechamento.
Dentro da questão da deficiência, da incapacidade e da desvantagem o psicólogo tem um papel importante e fundamental, pois auxilia o indivíduo a se relacionar com o meio e a forma como o meio interfere no indivíduo. O papel do psicólogo na inclusão social dos portadores de necessidades especiais é praticar o enfrentamento e  lidar com a exclusão tentando introduzir principalmente a afetividade no cotidiano dessas pessoas e procurar combater  a visão individualista da sociedade.


O vídeo a seguir é uma entrevista sobre a acessibilidade das pessoas com deficiência com o professor Celso Gonçalves, doutor em Psicologia do Desenvolvimento e professor do Centro Universitário do Triângulo - UNITRI.




- Aline Batista Pereira
- Anna Flávia Alves Faria 
- Évelin Guimarães Félix
- Graziele Silva Dutra
- Jéssica Carvalho Costa
- Larissa Alves de Freitas
- Raíne Santos Muniz

Alunas 5º período de Psicologia manhã-Unitri/1º semestre de 2015.

A Ética do Cuidar na Guarda Compartilhada


A Lei 13.058/2014 sancionada em dezembro de 2014 veio regulamentar a modalidade da guarda compartilhada, introduzida ao Código Civil Brasileiro pela Lei 11.698/2008.
A mudança legislativa é um instrumento importante à formação de uma nova cultura, uma forma de proteger a vulnerabilidade da criança diante da separação dos pais.
Anteriormente a Lei era unilateral, voltando a guarda para a mãe, e pode ser vista como um marco no Direito da Família, que poderá ser capaz de amenizar os problemas vindos da separação conjugal dos pais.
A mudança na Lei afirma que não é a conveniência dos pais que deve orientar a definição da guarda, e sim o interesse do menor. A denominada guarda compartilhada não consiste em transformar o filho em objeto à disposição de cada genitor por certo tempo, devendo ser uma forma harmônica ajustada pelos pais, que permita aos filhos desfrutar tanto da companhia paterna como da materna, num regime de visitação bastar ampla e flexível, mas sem perder suas referências de moradia.
A guarda compartilhada não pode trazer maior prejuízo para os filhos do que a própria separação dos pais. É imprescindível que exista entre os pais uma reação marcada pela harmonia e pelo respeito, na qual não existam disputas e conflitos.
A edição da nova lei da guarda compartilhada vem causando grande discurso o, porém, para entendermos o surgimento dessa lei deve ser entendido todo processo de mudança do conceito família e os papeis que cada membro representa perante a sociedade, ou seja, suas representações sociais.
Culturalmente o modelo de figura paterna era visto como autoritário e serio cuja maior tarefa era de prover os bens materiais para a família, enquanto a mãe era responsável por criá-los, instrui-los e tratar da casa.
Segundo SCHNEEBELI, F.C.F. & MENANDRO, M.C. S (2014), o amor materno é uma construção cultural por meio do qual se pretende que a mulher permaneça no ambiente doméstico, devido a isso usou-se a premissa do amor materno, ou seja, que não há ninguém mais preparado para cuidar dos infantes que a própria mãe.
Porém como nossa sociedade é dinâmica e está sempre em processo de mudança mudou-se a constituição do modelo familiar e os papeis dos responsáveis; o modelo de mulher, mãe, cuidadora e dona do lar não existe mais, pois a mulher agora trabalha e é independente, as tarefas domesticas e educação dos filhos passa a ser tarefa de ambos.
O modelo de família convencional autocrático onde apenas o homem “chefe da família” como era chamado provia as necessidades financeiras e tomava as decisões passou a ser democrático, ou seja, todos tem voz ativa.
Essas mudanças tornaram a figura paterna capaz de criar e educar os filhos.
Portanto no caso da guarda compartilhada pode-se dizer que a legislação apenas acompanhou a mudança de cultura, com o intuito da divisão das responsabilidades parentais em prol do bem estar das crianças.
Segundo CUNHA (2000), o psicólogo tem de oferecer subsídios nas intervenções judiciais a partir de uma ótica psicológica com o intuito de atenuar as consequências psicológicas na criança após a separação consensual ou litigiosa.
É um trabalho paralelo com o Direito e tem a função de proporcionar o melhor para a criança, através de um olhar profissional, sem preconceitos e que favorece a continuidade familiar nesse contexto. Visa prestar auxílio para a resolução de conflitos na estrutura familiar através de um trabalho especializado e comprometido com o bem-estar biopsicossocial da criança.                                                                      
A guarda dos filhos é um dos fenômenos mais complexos em Psicologia, pois se configura como um desafio a esse profissional que se propõe em realizar uma avaliação e emitir um posicionamento sobre as questões familiares que diz respeito em decidir quem é o genitor mais adequado para ter à custódia da criança.   
A psicologia utilizará a mediação para atuar em diversas situações conflitantes, nesse caso, direcionará seu olhar para as questões familiares ou conjugais com o intuito de ser uma via alternativa e complementar na resolução dos problemas no que tange à guarda dos filhos. Para realizar tal mediação, o psicólogo deverá ter habilidades específicas, atitudes e conhecimentos que possam fazer uma interseção entre a Psicologia e o Direito, contribuindo com um modelo responsável e coerente de atuação.








REFERÊNCIAS:
SCHNEEBELI, F.C. F. & MENANDRO, M.C.S. (2014). Com quem as crianças ficaram? Representações sociais da guarda dos filhos após a separação conjugal. Psicologia e Sociedade, 26(1), 175-184.
AZAMBUJA, M. R, F.; LARRATÉA, R. V.; FILIPOUSKI, G. R. Guarda compartilhada: A justiça pode ajudar os filhos a ter pai e mãe?
https://psicologado.com/atuacao/psicologia-juridica/o-papel-do-psicologo-juridico-na-avaliacao-da-guarda-dos-filhos


Alunas 5° período, diurno, Psicologia – UNITRI
Jackeline França Rezende; Maria Jose S. da Silva; Maria Olinda C. Lima; Priscyla Leal Caetano; Sheyene D. Figueiredo B. Ferreira e Vanessa Gomes Gervasio

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

                              ÉTICA E PSICOLOGIA JUNTAS NO AMBIENTE ESCOLAR




       A atuação do psicólogo no contexto escolar vem sendo motivo de discussão desde a década de 80,momento onde começou a se falar sobre a sua importância.O psicólogo escolar tem como uma de suas responsabilidades colaborar na compreensão e mudança do comportamento de educadores e educandos, no processo de ensino aprendizagem, nas relações interpessoais e nos processos intrapessoais, dentre outras atribuições sempre relacionadas às dimensões política, econômica, social e cultural.Ainda hoje são muitos os questionamentos sobre a atuação do psicólogo escolar e educacional,bem como não há um consenso entre os teóricos de uma única definição para atuação deste profissional.

      A Psicologia Escolar voltada para a análise e intervenção em contextos educacionais e entendida como área de aplicação da Psicologia, na medida em que o reconhecimento legal das áreas de especialização não se encontra definido, a formação, de acordo com resultados de investigações recentes, deve estar pautada tanto na relação saber-poder-fazer equilibrada, que viabilize um crescimento significativo no conhecimento, quanto na dimensão do saber ser, articulando o profissional ao compromisso social, aos padrões éticos e valores que nortearão uma prática adequada e colocarão o psicólogo escolar como um agente social e cultural de mudanças.
(Wechsler, 1996; Pfromm Netto, 1996; Gonçalves,1999).
       O trabalho de orientação aos alunos e pais em relação às dificuldades escolares e a outros assuntos de interesse para o desenvolvimento do aluno tem constituído uma das atuações tradicionais do psicólogo escolar que vai ampliando seu foco visando a promoção do desenvolvimento dos alunos através de recursos psicológicos importantes em correspondência com os objetivos da educação integral que a escola propõe.
       A orientação em relação ao sentido atribuído à sexualidade, à responsabilidade para com o outro, às duvidas e inquietações sobre desejos e afetos, assim como,
a contribuição para o desenvolvimento do autoconhecimento,a auto-reflexão, a capacidade de antecipar conseqüências e a tomada de decisões éticas, se constituem em um objeto significativo do trabalho do psicólogo escolar tanto na sua expressão individual quanto grupal.
Segundo os estatutos da Associação Brasileira de Psicologia Escolar - ABRAPEE (1991), "entende por psicólogos escolares e educacionais aqueles profissionais, que devido a sua preparação universitária em Psicologia e experiências subseqüentes nas áreas escolar e/ou educacional, trabalham para melhorar o processo ensino-aprendizagem no seu aspecto global (cognitivo, emocional, social e motor) através de serviços oferecidos a
indivíduos, grupos, famílias e organizações" (p. 1).
      Neste contexto educacional de formação do Psicólogo Escolar e dos novos parâmetros curriculares para o ensino, deve-se focalizar também a ampliação de seu campo de atuação do ensino fundamental à Universidade com a promulgação da LDB - Lei no. 9394/ 96, tanto como assessor quanto como pesquisador, principalmente na rede pública de ensino, refletindo o
surgimento de novos espaços e tempos educativos.
      Faz-se necessário repensar não somente a formação do Psicólogo, mas o papel das instituições de ensino. Possibilitar que a aprendizagem das habilidades básicas esteja inserida num contexto cultural e histórico com fins sociais pode ser uma das principais metas a serem atingidas para garantirmos educação de qualidade aos nossos alunos. (Anderson, 1991; M yers, 1992; Cioffi, 1992; Joly, 1999).


Conclusão:
      A atuação do psicólogo escolar busca enxergar a escola não apenas como um lugar onde uns ensinam e outros aprendem,mantida por um modelo dual, mas como um espaço social no qual as pessoas convivem e atuam,implica em reconhecer a importância da sua dimensão psicossocial assim como, o papel do nosso trabalho  nesta importante dimensão.A ética não se trata de conceitos morais onde são impostas regras de conduta construída socialmente,mas sim do cuidar,noção de existência,se importar com o outro, sem o controle por regras e sim num campo de reflexão em relação ao outro.Sem dúvidas, as perspectivas para a psicologia escolar no Brasil podem ser promissoras considerando-se a discussão e investimentos que vem sendo realizados.




Bibliográfia:
MARTINEZ, Albertina Mitjáns. Psicologia Escolar e Educacional: compromissos com a educação brasileira - Revista Semestral da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE) Vol. 13, Número 1, Janeiro/Junho de 2009 p. 169-177.

JOLY,Maria Cristina Rodrigues Azevedo.Mestre e Doutora em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo;Docente da Universidade São Francisco e assessora de instituições educacionais de ensino como psicóloga escolar. A Formação do psicólogo escolar e a educação no terceiro milênio, Universidade São Francisco.

SOUZA,Lavínia Cristina Rodrigues de.O Papel do Psicólogo Escolar e Educacional: A Visão da Equipe Técnico-Pedagógica Sobre sua Atuação,Maio de 2004.


Alunas: Aldirene Santos, Bernadete de Medeiros,Camila Serra,Camila Gomes,Jessica de Oliveira e Raquel Leal - 5º período de Psicologia,Unitri 2/semestre 2014.





A Ética na psicologia Hospitalar em casos de pacientes em estado terminal



Um dos principais objetivos do psicólogo hospitalar é a minimização do sofrimento provocado pela hospitalização. No ambiente hospitalar a relação do psicólogo com os demais profissionais da equipe de saúde devem envolver a totalidade das possibilidades dessa interação, e este estar sempre atento para as outras intervenções que possam ocorrer durante o desenvolvimento de suas atividades. Além disso, o psicólogo age como um catalisador dos processos emocionais surgidos dentro da realidade institucional. O paciente tem o direito de saúde e entender o seu tratamento, a conhecer o seu diagnóstico e, a saber, das possibilidades de sua recuperação. A equipe multiprofissional em especial o médico, tem dever para com o paciente de informá-lo sobre sua situação, e cabe ao psicólogo à tarefa de trabalhar os conteúdos emocionais que surgirem do paciente.
A ética e o cuidado ao paciente que tem como presunção a morte conservam uma estreita relação. O cuidado é uma ação da ética mínima e universal, capaz de prolongar a duração de vida do ser cuidado e até mesmo melhorar sua condição para ser cuidado, mesmo no curto período que lhe resta diante da morte. Nesse caso o papel do profissional é informar o paciente o que realmente está acontecendo, não no sentido de anunciar o diagnóstico da doença, mas explicando sobre a intervenção hospitalar e aguardando a compreensão e aceitação da sua condição de paciente terminal. O paciente perde a capacidade de controle, e fica dependente do desconhecido, e isso é angustiante para o mesmo. Para lidar com o paciente terminal, é de fundamental importância o olhar voltado para a pessoa; visando, primeiramente, o bem-estar, nos últimos momentos que lhe restam.
Para tanto, não se deve definir o paciente a um órgão doente e deixá-lo passivo no processo do cuidado. A ética reside no bem e na virtude e por isso temos que voltar nossos olhares para um atendimento holístico e humanizado, e acima de tudo; para o cuidado nem sempre atrelado à recompensa da cura.
Muitas vezes o ambiente hospitalar representa para o paciente, a perda de sua identidade, de sua individualidade e de sua autonomia, favorecendo a existência de sentimentos de solidão e abandono. Intervir como psicólogo hospitalar em casos de pacientes em estado terminal exige habilidades que possibilitem acolher e cuidar do outro com a alma, permitindo assim que o paciente recupere e descubra as múltiplas possibilidades de sua existência, além de permitir que o próprio profissional compreenda também as múltiplas possibilidades de sua existência.
Para o paciente que vive a ameaça da morte, a família tem um valor bastante significativo, sendo essencial criar um trabalho de interação entre paciente e família, pois essa interação será um das poucas motivações que o paciente terá para enfrentar o sofrimento perante a morte.
Segundo Chiattone (1997, p.116) “O compromisso ético entre o conhecimento da psicologia hospitalar e a verdade, pois não se trata de discutir ciência e pseudociência, ciência e visão de mundo. Trata-se da tentativa de desvendar a realidade da atuação do psicólogo no contexto hospitalar, sem a prorrogativa de se alcançar a verdade absoluta, mas sem prescindir, a seu lado, da ideia em si, regulativa, do ideal que orienta a prática e, principalmente, do sentido a essa pratica”.
O grande impasse ético exige  muito mais do que conhecimentos sobre a doença ou mesmo atributos de um paciente em fase terminal.  A ética nessa situação envolve a consciência que só pode ser ampliada quando existirem sentimos a essência, a individualidade do paciente. Pois na ética do cuidar não existem regras, apenas orientações que nem sempre podem ser generalizadas.



Referências:

SOUZA, B.S.; SOUZA, L.E.E.M.; SOUZA, A.M.A. A ética no cuidado durante o processo de morrer: relato de experiência. Revista Brasileira de Enfermagem, 2005. disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v58n6/a20v58n6.pdf 



CHIATTONE, H.B.C; SEBASTIANI, R.W. A ética em Psicologia Hospitalar. In: ANGERAMI, V.A. (Org.). A ética na Saúde. São Paulo: Thomson Learning, 1997. P.111-138.


Alunos do 5° período de psicologia - Noturno - Unitri

Franciele Jesuíno de Oliveira
Laís Regina Rozetti de Sousa
Lucineide Bispo Marques
Marcos João Resende
Meiriene Rodriques dos Santos
Simone Aparecida Soares Leite






Ética na Psicologia Organizacional


          Segundo Boff, L. (2003), a ÉTICA vem da filosofia e considera concepções de fundo, princípios e valores que orientam pessoas e sociedades; uma pessoa é ética quando tem caráter e boa índole, e quando se orienta por princípios e concepções. Já a MORAL, muitas vezes confundida com a ética, é a prática real das pessoas que se expressam por costumes, hábitos e valores aceitos; uma pessoa é moral quando age conforme costumes e valores estabelecidos, que podem ser questionados pela ética.


    Os psicólogos precisam ter ética, por isso eles devem seguir o Código de Ética Profissional do Psicólogo que está no link abaixo:

Psicologia Organizacional

        O psicólogo organizacional pode trabalhar em empresas, instituições, ONG's, governo, entre outros; ele deve desenvolver estratégias para melhorar o ambiente de trabalho, mas também deve se preocupar com a saúde mental dos trabalhadores.
        É importante lembrar que o psicólogo organizacional não faz atendimento terapêutico.

Ética nas Organizações

       A questão ética, de crucial importância para as sociedades ao longo da história, passou a ser preocupação para as empresas após o advento e a consolidação do capitalismo (Bonratik et al., 2006).
          Algumas razões para a empresa ser ética: custos menores, a possibilidade de avaliar com precisão o desempenho de sua estrutura, a legitimidade moral para exigir comportamento ético dos empregados, a geração de lucro livre de contingências, a obtenção do respeito dos parceiros comerciais e o cumprimento do dever inerente à responsabilidade social da organização.
         Várias empresas estão adotando um código de ética interno para nortear as práticas na organização; a ética empresarial estaria relacionada a reflexões ou indagações sobre costumes e morais, isto é, qual a moral vigente nas empresas.
         Segundo Srour (2000), a ética empresarial é definida como práticas organizacionais baseadas em valores morais, ele destacou sete dimensões teóricas: a) qualidade no trabalho e respeito no trato interpessoal, b) valores de igualdade de oportunidades e tratamento não-discriminatório, c) importância do cliente, d) respeito pelos prazos, e)confiabilidade, credibilidade e estabilidade de normas e objetivos, f) capacitação e autodesenvolvimento e, g) comprometimento com normas sociais e integração com a comunidade.
         A ética organizacional contém elementos formais e informais: código de ética, políticas, comunicação, treinamentos, monitoramento do sistema, sanções e recompensas formais e atenção a climas éticos (percepções compartilhadas pelos membros organizacionais relativas aos critérios: egoísmo, benevolência e princípios éticos) e cultura organizacional.
         Enfim, a ética é fundamental e deve estar presente em tudo o que o Psicólogo Organizacional faz. Independente de onde o profissional está atuando é imprescindível que o psicólogo tenha uma postura ética.


Referências:
BASTOS, Antônio Virgílio Bittencourt; MARTINS, Ana Helena Caldeira Galvão. O que pode fazer o psicólogo organizacional. Psicologia Ciência e Profissão, 1990, volume 10, n.1, página 10-18.
MONTEIRO, Janine Kieling; SANTO, Fabiana Cobas do Espírito; BONACINA, Franciela. Valores, Ética e Julgamento Moral: Um estudo exploratório em empresas familiares: Psicologia: Reflexão e Crítica, 2005, 18(2), página 237-246.
Conselho Federal de Psicologia, Disponível em:http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo_etica.pdf, acessado em 13 de outubro de 2014.
Leonardo Boff, Disponível em:http://www.leonardoboff.com/site/vista/2003/jul04.htm, acessado em 13 de outubro de 2014.

Acadêmicas: Bruna Rezende Ribeiro, Bruna Silva Queiroz, Emanuelle Bruna de Oliveira Rodrigues, Isabella Rodrigues Muniz e Maria Carolina Oliveira Borges.

5º período noturno de Psicologia 2014/2 


COMO SER ÉTICO RESPEITANDO AS DIFERENÇAS SOCIAIS?

Revisado em 04/12/14.


Para prática de nossas atividades, enquanto futuros psicólogos, estudamos e tomamos como ferramenta essencial o documento: Código de Ética Profissional do Psicólogo. Tendo em vista a diversidade social e a ética do cuidado na intervenção comunitária e social, essa ferramenta contemplaria tais necessidades?

Segundo Rodrigues (2009), “a psicologia social é o estudo das manifestações comportamentais suscitadas pela interação de uma pessoa com outras pessoas, ou pela mera expectativa de tal interação”.  Para Allport (1954), a psicologia social é a disciplina que usa métodos científicos para “entender e explicar como o pensamento, os sentimentos e os comportamentos dos indivíduos são influenciados pela presença real, imaginada ou implicada de outros seres humanos”.

A psicologia social reúne o indivíduo e o social: tanto o modo como o individuo é influenciado pelo meio social em que vive (mesmo quando está sozinho) e o modo como o indivíduo pode influenciar a sociedade ao seu redor.

As diferenças sociais existem desde que existe a vida em sociedade, e este é um questionamento abrangente, pois podemos entendê-las em seus mais diversos contextos: econômicos, raciais, políticos, religiosos..., contudo, para nossa discussão, a proposta é o enfoque nos indivíduos dentro deste contexto social, abordando para tal, o lidar eticamente com alguém que pensa, vive ou possui crenças ou valores diferentes ou que contradizem aos nossos.

Impossível entender estas diferenças sem abordarmos a distinção de algo que é tão confuso: o que é ética, o que é moral? É a mesma coisa ou há distinções a serem feitas?  No senso comum ética e moral são sinônimos. Assim dizemos: "aqui há um problema ético" ou "um problema moral". Com isso emitimos um juízo de valor sobre alguma prática pessoal ou social, se boa, se má ou duvidosa.


A ética e as morais devem servir à vida, à convivência humana. Sempre que surge o outro diante de mim, ai surge o imperativo ético de tratá-lo humanamente. Sem tais valores a vida se torna impossível. Através dos valores, que são princípios morais, o homem adquire o comportamento ético, que rege as atitudes na sociedade em que vive. O comportamento ético conduz o homem a fazer o que considerar importante em sua vida.

O Homem não é uma folha de papel em branco em que a cultura pode escrever seu texto: É uma entidade com sua carga própria de energia estruturada de determinadas formas que, ao ajustar-se, reage de maneira específica e verificável ás condições exteriores.

Cada pessoa possui valores individuais e intransferíveis. A consciência do certo ou errado e suas próprias convicções, ideias, opiniões sobre as pessoas e bens materiais, que influenciam e se manifestam nos relacionamentos sociais.

Como não existe verdade absoluta, o que é certo para um, pode ser errado para o outro, e tendo em vista que os valores são trazidos do berço (na relação da criança com seus pais), e que estes evoluem no decorrer da existência e maturidade possibilitando o crescimento e desenvolvimento da personalidade, dentro ou fora da família os princípios adquiridos na infância estarão sempre presentes na relação do homem com o homem.  Ao mesmo tempo, conjunto de normas regulamentadoras rege o comportamento humano ético em sociedade, e estarão perpassando na vivência deste indivíduo, fazendo com que por vezes os valores os quais possui hoje não sejam os mesmo de amanhã.

Tendo em vista os aspectos de diversidades sociais citados, para pensarmos na ética do cuidado em um contexto de intervenção comunitária e social, podemos recorrer aos 03 ágas questionados e pensados por Heidegger (1984), citado em: CALDAS, M.; LIMA, M. (2012): “... humanitas do homo humanus...”. Nesta linha de pensamento, ele enfatiza que estando o homem subordinado à moderna metafísica da subjetividade, este terá que primeiro aprender a existir no seu real significado, paralelamente que se apoie no ser (essência do homem), sendo que esta recondução poderá acontecer pelo cuidado (cura).No Código de Ética do Profissional Psicólogo temos ao todo 07 princípios fundamentais enquanto atuação profissional. Entretanto, dando ênfase ao questionamento feito, nos atentemos aos princípios seguintes:

I – O psicólogo baseará seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

II – O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

III – O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.

Embora os outros princípios, que aqui não foram citados, nos levem também a reflexões acerca de nossa atuação profissional, os 03 acima expressam nitidamente a resposta que buscávamos nos destaques feitos em negrito.

Pode – se concluir então que, para ser ético frente às diferenças sociais, não basta que o psicólogo siga seus costumes, mas sim, que concomitantemente a isto obedeça aos princípios que regulamentam o exercício da profissão, respeitando as diferentes morais sociais e sabendo lidar com os valores individuais sem percepções ou julgamentos pré-definidos a cerca dos mesmos. Deve zelar pela ética do cuidar, baseada em seguir os 03 agás de Heidegger, para que de fato seja possível atuar assertivamente com a subjetividade do outro e da sua própria, rumo à recondução do homem à sua essência de homem.

 “Ninguém é suficientemente perfeito, que não possa aprender com o outro e, ninguém é totalmente destituído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão.” (Francisco de Assis).

Alunos do 5º Período de Psicologia - Noturno - Unitri

Camila Moreira Mendonça.
Diôgo Oliveira Duarte.
Leone Batista Gomes.
Paulo Roberto Abbiati Vieira.
Vanessa de Fátima Nascimento Evangelho.
Vitor Hugo Modesto da Silva.

REFERÊNCIAS:

FERREIRA, Maria C. A Psicologia Social contemporânea: principais tendências e perspectivas nacionais e internacionais. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-37722010000500005&script=sci_arttext. Acessado em 14/10/14 – 21h13min.

RODRIGUES, Aroldo; ASSMAR, Eveline; JABLONSKI Bernardo. Psicologia Social. 27ª Ed. Revista e Ampliada. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

Portal do Conselho Federal de Psicologia. Disponível em: http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo_etica.pdf - Acessado em 09/10/14 - 14:30.


ALLPORT, G. W. The nature prejudice. Reading, MA: Adison-Wesley Publishing Company. 1954.

CALDAS, M.; LIMA, M. O Homo humanos á luz da verdade do ser e do sentido da vida: o pensamento de Martin Heidegger e de Viktor Frankl acerca da humanitas. Revista Logos e Existência: Revista da Associação Brasileira de Logoterapia e Análise Existencial (1), 88-99, 2012. Disponível em: http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/le/article/view/14082/8069. Acessado em 14/1014.

Fixando o conteúdo:

Com base na publicação acima, complete as lacunas abaixo conforme numeração e suas respectivas referências:


01- Trata-se do manual de conduta para o profissional psicólogo.

02- Fundamentada pela crença de que é ela quem define o que é ou não ser ético na sociedade.

03- Palavra de 04 letras que faz parte dos 3 ágas questionados e pensados por Heidegger (1984).

04- Idealmente, a Ética define conceitos por meio do estudo da Moral, que aplica esses conceitos na prática, o que seria o ideal de...

05- Cada pessoa possui... e intransferíveis.

06-... em um contexto de intervenção comunitária e social.

07- Cabe ao conceito de... diferenciar o que é dito da Moral na teoria e o que é feito "moralmente".

08-... é também uma hipótese, uma conjectura, uma opinião formada diante de um fato. Uma teoria tenta explicar algo de difícil concretização.

09- Palavra de 09 letras que faz parte dos 3 ágas questionados e pensados por Heidegger (1984).

10- Palavra de 07 letras que faz parte dos 3 ágas questionados e pensados por Heidegger (1984).

11- Como ser ético respeitando as...?

12- Ação ou efeito de praticar. Exercício, costume, hábito, experiência, tirocínio. Aplicação de teoria.

13- O psicólogo atuará com..., analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.