terça-feira, 13 de outubro de 2015

Psicologia do Esporte e a ética do cuidar

Aline Souza
Cássia Anisia
Iago Matheus
Laura Silva
Lorena Layne

A Psicologia do esporte passou por muitos desafios até se estabelecer como tal, Samulski (1992), afirma que no final do século XIX já era possível encontrar estudos e pesquisas relativas a questões psicofisiológicas no esporte. A psicologia do esporte é uma área das ciências do esporte, assim como a medicina esportiva ou a pedagogia esportiva, cujo objetivo é elaborar, empiricamente, os conhecimentos psicológicos necessários à prática esportiva (Thomas, 1983). Para a Associação Americana de Psicologia (1999) psicólogos do esporte preocupam-se, entre outras coisas, em compreender como a participação em atividades físicas e esportivas pode alterar e contribuir para o desenvolvimento psicológico, o bem-estar e a saúde de atletas e não atletas, e em orientar atletas a fazerem uso dos conhecimentos da psicologia para alcançar um nível ótimo de saúde mental aperfeiçoando sua “performance”.

Ao se tratar de esporte, nota-se um grande número de pessoas envolvidas no tratamento de atletas desde médicos, fisioterapeutas, psicólogos e outros que trabalham visando a melhora física e mental do mesmo, em busca de uma melhor performance e rendimento.
           A área de atuação do psicólogo não se priva somente ao esporte de alto rendimento, mas também a projetos sociais, iniciação esportiva, práticas de tempo livre, esporte escolar e reabilitação, onde o mesmo auxiliará para o desenvolvimento do atleta, ou seja, onde quer que se faça necessária a presença de um psicólogo.


A ética do Esporte e a ética do Psicólogo são coisas diferentes, por isso o profissional deve buscar a maior aproximação possível entre as duas. No esporte os atletas passam por várias transformações, dentre elas, as transformações que envolvem o seu corpo, pois o corpo do atleta muitas vezes é seu instrumento de trabalho. No esporte ele é manipulado pelo atleta e seus técnicos para atingir ao máximo seus objetivos e o seu rendimento, o corpo é um cartão de visitas, uma propaganda para o público. Nesse contexto pode-se dizer que o Psicólogo se depara não só com padrões éticos como também morais.
A ética do cuidar vai além que simplesmente dizer algo para que o atleta faça cuidar implica em acompanhar, aconselhar, observar, diagnosticar e se necessário intervir sobre o comportamento do atleta mediante aquilo que se mostra como necessidade do esportista.
Entendemos que o trabalho do psicólogo no esporte acontece em contexto multidisciplinar, em confluência com os treinamentos técnico, tático e físico, tornando-se um diferencial para atletas e comissão técnica, e também apontando para um leque de espaços de trabalho e de atuação para além do esporte de alto rendimento, como a reabilitação, as práticas de tempo livre, o esporte escolar e os projetos sociais, como apontados por Rubio (2007).
Neste sentido, apontamos que o fator psicológico não é o único a ser “corrigido” em uma equipe esportiva, mas ao considerarmos que não há uma dicotomização entre corpo-mente e, principalmente, que o esporte brasileiro não está desapartado de suas configurações históricas, sociais, econômicas e políticas, acreditamos que o psicólogo aparece como mais um elemento potencializador, como um profissional de saúde mental também nesta área, e que seu trabalho acontece a médio e longo prazo.

REFERÊNCIAS
RUBIO, Katia. Ética e compromisso social na Psicologia do Esporte. Psicologia Ciência & Profissão, v. 27, n. 2, p. 304-315, Universidade de São Paulo, 2007.
RUBIO, Katia. Da Psicologia do Esporte que temos à Psicologia do Esporte que queremos. Revista Brasileira de Psicologia do Esporte, 2007.
WEINBERG, R. & GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e Exercício. Artmed; 2001.
WINTERSTEIN, P. J. Ética no esporte e na psicologia do esporte: reencontrando caminhos. Revista Digital – Buenos Aires, v.10, n.76, Faculdade de Educação Física - UNICAMP, 2004.
WEINBERG, R.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. São Paulo: Artmed. 2001
APA- AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION. How can a psychologist become a sport psychologist?  http://www.psyc.unt.edu/apadiv47,1999.
THOMAS, A. Esporte: introdução à psicologia. Rio de Janeiro: Ao livro técnico, 1983.





Psicologia Hospitalar

Psicologia Hospitalar


A psicologia hospitalar se apresenta em ser uma área de conhecimento que objetiva fornecer suporte ao individuo em adoecimento, a fim de que este possa atravessar essa fase com maior superação. Nesse sentido, é um campo de compreensão e tratamento dos aspectos biológicos em torno do adoecimento, não somente doenças psicossomáticas, mas todo e qualquer tipo de enfermidade. Freqüentemente, o processo de adoecimento traz uma desorganização à vida, de modo que provoca várias transformações em sua subjetividade, ou seja, o individuo sai do conforto de seu lar e se depara com a hospitalização, muda seus hábitos, perde sua identidade e, muitas vezes, acaba virando um número de prontuário.Nesse instante, junto a toda equipe multidisciplinar, surge o psicólogo que tem o intuito de escutar e acolher o sofrimento do indivíduo frente as suas principais dificuldades no que refere-se a essa fase. Enquanto a medicina procura curar a patologia, a psicologia hospitalar busca minimizar o sofrimento psíquico do paciente em adoecimento.

As atividades do psicólogo no hospital é atendimentos psicoterapêuticos, psicoterapia de grupo,  psico educação, atendimentos em ambulatórios, enfermarias e UTI, avaliação diagnóstica, psicodiagnóstico, consultoria e inter consulta e atuação em equipe multidisciplinar. 

A psicologia hospitalar se entende o estudo das situações psicológicas envolvidas na questão mais ampla de saúde do paciente, com destaque para o aspecto da saúde orgânica. Os aspectos psicológicos são vistos e tratados como associados à questão de saúde física, não devendo desta ser dissociados. Não se trata de diminuir a importância da psicologia, mas sim de adequá-la, para uma maior eficiência.
 Psicologia Hospitalar é uma área profissional da Psicologia da Saúde ainda inexistente em vários países mas cada vez mais crescente no Brasil estando integrada no currículo das principais Universidades. Em diversos países o termo Psicologia Hospitalar é inadequado, pois refere, faz menção à premissa que toma como referência o local para caracterizar as áreas de atuação, e não às atividades exercidas. Por conta disso o termo é pouco citado em publicações científicas de outros países. É importante ressaltar que as políticas de saúde no Brasil são centradas no hospital desde a década de 40, em um modelo que prioriza as ações de saúde via atenção secundária (modelo clínico/assistencialista), e deixa em segundo plano as ações ligadas à saúde coletiva (modelo sanitarista). Nessa época, o hospital passa a ser o símbolo máximo de atendimento em saúde, idéia que, de alguma maneira, persiste até hoje. Muito provavelmente, essa é a razão pela qual, no Brasil, o trabalho da Psicologia no campo da saúde é denominado Psicologia Hospitalar, e, não, Psicologia da Saúde (Sebastiani, 2003). A Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar foi fundada em 1997 por 45 psicólogos com sede em Belo Horizonte com o objetivo de reunir, difundir as pesquisas na área, organizar melhor a profissão e definir suas atividades junto ao Conselho Federal de Psicologia. O título de especialista em psicologia hospitalar, foi regulamentado pela resolução 014/2000 do CFP. A psicologia hospitalar é muito importante para a promoção de saúde, melhor integração, e compreensão das diferentes práticas teóricas, atuam como intérpretes das demandas do paciente, da família e da equipe profissional. Ele atua como facilitador do diálogo entre essa tríade.

Referencias Bibliográficas:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141498932004000300007 

Alunos Psicologia 5ª Período :

Daiany Botelho, Erik Marcelo, Guilherme Rodrigues, Juliana Gonçalves e Raquel Fróis.

PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL E DO TRABALHO

Retrato Da Produção Científica Na Última Década

BRUNA CAROLINE
BRUNA PAULA
CAMILA FERNANDEZ
CLAUDIA SILVA
LUCAS HENRIQUE
LUCELI SOARES
NYKARE BATISTA

            A Psicologia, como atividade profissional, tem seu grande foco de reconhecimento nas práticas clínicas, pesquisa do Conselho Federal de Psicologia realizada em 1988 colocava a Psicologia organizacional como a segunda maior área de atuação dos profissionais. Dados como esses demonstram o importante espaço que ocupam as práticas de Psicologia organizacional e do trabalho.
            A prática da Psicologia nas organizações desenvolveu-se a partir do início do século XIX, sob o nome de Psicologia industrial, sendo definida como “o estudo do comportamento humano nos aspectos da vida relacionados com a produção, distribuição e uso dos bens e serviços de nossa civilização”,dedicando se à aplicação dos conhecimentos no comportamento humano para a solução dos problemas no contexto industrial.
            Em 2003, Garcia, Valdehita e Jover analisam diversas definições do tema e afirmam que: A Psicologia do trabalho é uma disciplina ao mesmo tempo teórica e aplicada, que busca, mediante o uso de conceitos, modelos e métodos procedentes da Psicologia, descrever, compreender, predizer e explicar o comportamento laboral de indivíduos e grupos, assim como os processos subjacentes ao mesmo. Objetiva ainda a intervenção, tanto sobre a pessoa como sobre o trabalho, com o propósito de melhor satisfazer as necessidades dos trabalhadores, sem nunca se esquecer de incrementar os benefícios e rendimentos da empresa (p. 22).
            Em razão do vínculo estreito com as atividades administrativas, a Psicologia organizacional e do trabalho (POT) passou por várias transformações em busca do desenvolvimento da produtividade do trabalhador e do seu bem-estar.
            Principais diferenças nas áreas: o psicólogo industrial tinha o foco em recrutamento e seleção, especialmente com o auxílio dos testes psicológicos, e preocupava se com a produção, enquanto as relações entre os funcionários e a empresa e entre os grupos de funcionários não eram observadas. A atuação do psicólogo organizacional ainda era direcionada para o aumento da produtividade e da eficiência, além das avaliações das habilidades dos funcionários. Já o psicólogo do trabalho tem como principal objetivo compreender esse homem que trabalha e as implicações do seu trabalho no cotidiano e resgatar a dignidade humana nas relações trabalhistas.
            Atualmente, é possível encontrar esse profissional envolvido com práticas de saúde mental no trabalho, ou ainda, estabelecendo planos de formação e desenvolvimento de pessoal, estudando problemas laborais como redução de estresse, absenteísmo e aposentadoria ou modos de inserção de pessoas com deficiência em postos adequados de trabalho, entre outros.
            Em suma, o papel do psicólogo dentro das organizações é atuar como facilitador e conscientizador do papel dos vários grupos que compõem a instituição, considerando a saúde e a subjetividade dos indivíduos, a dinâmica da empresa e a sua inserção no contexto mais amplo da organização.            Tal área vem despertando o interesse dos pesquisadores, provavelmente por sua grande importância na compreensão tanto dos aspectos envolvidos no sofrimento psíquico como no referente às questões de adoecimento/saúde do trabalhador e qualidade de vida
            Existe a diferença dos conceitos de administração, da psicologia organizacional e focou a importância e as contribuições da psicologia para o bom desempenho dos trabalhos em uma organização. E melhor desenvoltura dos funcionários no ambiente de trabalho, mostrou também os principais pontos e benefícios nos quais a psicologia pode contribuir dentro da organização.
            Tendo em vista as mudanças ocorridas no contexto produtivo, justifica-se o aumento dos estudos sobre os modelos teóricos e de RH, especialmente ao se considerar que talvez o psicólogo organizacional ou o profissional de RH esteja sentindo falta de maior respaldo teórico para embasar sua prática profissional. É possível pensar, ainda, que os conhecimentos aprendidos durante a formação podem não estar atendendo as demandas da profissão, sendo necessário hoje buscar novos modelos explicativos e ampliar os conhecimentos da área.

            Da perspectiva inicial da Psicologia industrial para a Psicologia organizacional e do trabalho, é possível verificar diversos aspectos que mostram a ampliação do paradigma. Uma forma de se acompanhar as mudanças é a pesquisa de revisão bibliográfica, que ajuda a compreender o estado da arte de determinado assunto. Assim sendo, o objetivo do presente trabalho foi a investigação da produção científica de POT na última década. Considerando que entre 1998 e 2000 eram publicados cerca de dois artigos anuais, o momento presente pode ser tido como próspero, pois conta em média com 10,6 artigos por ano. Embora tal produção seguramente não consiga dar conta de todo o conhecimento teórico da área, já pode ser considerada um passo valioso nesse caminho.
            É preciso considerar que, em função das diversas realidades de trabalho e das condições existentes no Brasil, faz-se relevante pensar na ampliação dos temas a serem pesquisados visando a beneficiar as diferentes formas e contextos do mundo do trabalho.
            Vale lembrar que, dados relevantes por ampliar o conhecimento dos campos de investigação que têm obtido destaque em POT na última década, o fato de analisar exclusivamente periódicos de Psicologia é também uma limitação que pode produzir um viés relativo às conclusões, pois, como afirmam Souza, Vasconcelos e Borges-Andrade (2009), os periódicos de Administração concentram grande parte da produção intelectual em POT A ética tem a ver com juízos morais. Muitas empresas dispõem de seus códigos de conduta, numa demonstração clara à sociedade sobre os pressupostos de seus valores e juízo moral.

ÉTICA
            “Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade do agir humano livre, na forma de atos maus ou bons; nesse contexto, a ética empresarial é o estudo da ética aplicada à atividade empresarial” (CHAVES; ASHLEY, 2006, p.19).
            Chaves e Ashley (2006, p.19) conceituam  ética como “a parte da filosofia que estuda a moralidade do agir humano livre, na forma de atos maus ou bons; nesse contexto, a ética empresarial é o estudo da ética aplicada à atividade empresarial”
            Maximiano (2006) define a ética como o campo do conhecimento que trata da definição e avaliação de pessoas e organizações, que dispõe sobre o comportamento adequado e os meios de implementá-lo, levando-se em consideração os entendimentos presentes na sociedade ou em agrupamentos sociais particulares.
                        Arruda (2002) coloca que o objetivo do código de ética é servir de instrumento eficaz para nortear a conduta moral dos stakeholders. Os funcionários que agem bem tratam melhor clientes e fornecedores, são transparentes nas negociações, estão prontos para dar informação, são pontuais nos prazos e zelosos da qualidade dos produtos e serviços trazendo como conseqüências para a empresa a fidelidade, a lealdade e satisfação de clientes e fornecedores, os negócios se multiplicam a partir da experiência e da confiança e a imagem da instituição se fortalece no Brasil.
            Os psicólogos organizacionais são os responsáveis pela intervenção estratégica e importantes tomadas de decisões, que se não realizadas corretamente e eticamente, podem causar diversos prejuízos pessoais e organizacionais.
            A postura ética dos gestores e o clima ético da organização podem estimular ou reprimir o desenvolvimento de uma política social ativa, refletindo-se no desempenho real e esperado da empresa (SOUZA, Marilene).
            Para isto, o profissional da Psicologia deve seguir os princípios do Código de Ética Profissional do Psicólogo. O Art. 3º estabelece que “o psicólogo, para ingressar, associar-se ou permanecer em uma organização, considerará a missão, a filosofia, as políticas, as normas e as práticas nela vigentes e sua compatibilidade com os princípios e regras deste Código. Parágrafo Único: Existindo incompatibilidade, cabe ao psicólogo recusar-se a prestar serviços e, se pertinente, apresentar denúncia ao órgão competente”.
            O Código propõe também que o psicólogo não seja conivente com quaisquer atos que caracterizem discriminação, exploração, violência etc; é vedado a este acumpliciar-se com pessoas ou organizações que exerçam ou favoreçam o exercício ilegal da profissão de psicólogo ou de qualquer outra atividade profissional; além de não ser conivente com erros, faltas éticas, violação de direitos, crimes ou contravenções penais praticados por psicólogos na prestação de serviços profissionais; ao profissional é vedado também: desviar-se para serviço particular ou de outra instituição, visando benefício próprio, pessoas ou organizações atendidas por instituição com a qual mantenha qualquer tipo de vínculo profissional; e também prestar serviços profissionais a organizações concorrentes de modo que possam resultar em prejuízo para as partes envolvidas, decorrentes de informações privilegiadas.
            Em contrapartida o Psicólogo Organizacional deve agir com competência, integridade, responsabilidade científica e profissional; respeito ao direito e a dignidade das pessoas e organizações; responsabilidade social e de forma sigilosa.
            As decisões e atitudes do psicólogo perante conflitos de interesse em organizações que envolvam valores morais são influenciadoras do clima ético da organização e do comportamento dos trabalhadores e a forma como eles se comportam e se relacionam entre si e com a organização. (Bews e Rossouwn, 2002 apud Ernesto, 2012).
            Nós como estudantes do 5° período de Psicologia agregamos ao primeiro estágio supervisionado a importância de se estudar e compreender a ética no âmbito profissional como um grande dever e compromisso do psicólogo, pois independente de onde atuamos é de suma importância ter uma postura ética.


Entrevista de Emprego: LINK

http://www.youtube.com/watch?v=LZoR0_EP_RI&sns=em

  


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ERNESTO, Paulo. Responsabilidade social e ética organizacional. Psicologia.pt. 2012.
SOUZA, Marilene. Manual de Orientações: Legislação e Recomendações para o Exercício Profissional do Psicólogo. Disponível em: http://www.crpsp.org.br/portal/orientacao/manual/fr_apresentacao2008.aspx

Artigo: Psicologia Organizacional E Do Trabalho – Retrato Da Produção Científica Na Última Década – http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98932011000400004&script=sci_arttext

domingo, 11 de outubro de 2015

Ética do cuidar na Psicologia Clínica


BEATRIZ CAROLINA
IARA CRISTINA 
MARLON CÂNDIDO
TATIANA ALVES


A Psicologia Clínica é um dos mais apaixonantes e mais férteis domínios da ação humana quer na sua orientação prática, que se centra no sofrimento ou nos conflitos de um individuo, quer na produção de conhecimentos que permitem compreender melhor, ou até explicar, a maneira como o homem constrói o seu mundo.” (Pediniel)

Psicologia Clínica é a parte da psicologia que se dedica ao estudo dos transtornos mentais e dos aspectos psíquicos de doenças não mentais. Seus temas incluem a etiologia, classificação, diagnóstico, epidemiologia, intervenção(prevenção, aconselhamento, psicoterapia, reabilitação, saúde, avaliação).

O termo psicologia clínica foi aplicado pela primeira vez em 1896, nessa fase inicial, os trabalhos realizados, eram diferentes do que podemos ver hoje nas clinicas, pois eram direcionados para a avaliação e para o tratamento de problemas de comportamento e de aprendizagem de crianças em idade escolar, desse modo, abrangia o campo do que hoje é a psicologia escolar.

Em seu trabalho, os psicólogos clínicos deverão utilizar de uma abordagem, para realização de suas atividades clinicas, como a abordagem Comportamental, Psicanalise, Gestalt, entre outras. O profissional dessa área tem como papel, a realização de avaliações psicológicas, conduzindo deste modo, à elaboração de psicodiagnósticos diferenciais, de estudos da estrutura da personalidade, da deterioração mental, bem como da compreensão do funcionamento mental global da pessoa. Estas avaliações psicológicas têm como objectivo principal despistar qualquer indício psicopatológico. 

Outra das funções é o acompanhamento psicológico/psicoterapêutico, em que o psicólogo adopta essencialmente uma postura de suporte e contenção.O psicólogo é o profissional que está dotado de técnicas que foram estudados ao longo de sua formação, aperfeiçoados para que, através da queixa, nem sempre dita por palavras, o profissional possa ajudar o cliente a enxergar novas formas de agir na vida, auxiliando na mudança de atitudes de forma sistemática e orientada.

A Ética do cuidar do psicólogo na clinica:
Para entendermos melhor sobre o assunto, vamos definir o que é ética. Ética  vem do greto ethos, parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo especialmente  a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social. Há elementos da ética profissional que são universais e por isso aplicável a qualquer atividade profissional, como a honestidade, responsabilidade, competência, entre outros elementos.

O cuidar do outro no âmbito da Psicologia clinica, vai além de apenas  ter o conhecimento teórico,  é necessário que o profissional tenha  empatia pelo cliente, que é conseguir sentir o que ele sente, isso pode ter efeitos extremamente positivos na terapia e além de aumentar o grau de entendimento do que o cliente diz, também auxilia no planejamento da intervenção.

O psicólogo também deve ter um postural intelectual, ouvir e  compreender o que a pessoa diz, pois é fundamental, compreender ,interpretar e sintetizar os elementos que o paciente diz.

O psicólogo na relação terapêutica compromete a sua personalidade e o seu saber, decorrente da sua experiência e formação, no sentido, de desenvolver, na pessoa, a confiança e a receptividade. Assim, a relação terapêutica constitui-se como o protótipo de todas as relações humanas, ao serviço da articulação, elaboração e revisão das construções mentais, empregue pelo paciente, como forma de organizar a sua experiência e ação.
 Código de Ética Profissional do Psicólogo
Traduzem-se em princípios e normas que devem se pautar pelo respeito ao sujeito humano e seus direitos fundamentais. Por constituir a expressão de valores universais, tais como os constantes na Declaração Universal dos Direitos Humanos; socioculturais, que refletem a realidade do país; e de valores que estruturam uma profissão, um código de ética não pode ser visto como um conjunto fixo de normas e imutável no tempo. Este Código de Ética pautou-se pelo princípio geral de aproximar-se mais de um instrumento de reflexão do que de um conjunto de normas a serem seguidas pelo psicólogo. Para tanto, na sua construção buscou-se:

A) Valorizar os princípios fundamentais como grandes eixos que devem orientar a relação do psicólogo com a sociedade, a profissão, as entidades profissionais e a ciência, pois esses eixos atravessam todas as práticas e estas demandam uma contínua reflexão sobre o contexto social e institucional. B) Abrir espaço para a discussão, pelo psicólogo, dos limites e interseções relativos aos direitos individuais e coletivos, questão crucial para as relações que estabelece com a sociedade, os colegas de profissão e os usuários ou beneficiários dos seus serviços. C) Contemplar a diversidade que configura o exercício da profissão e a crescente inserção do psicólogo em contextos institucionais e em equipes multiprofissionais.  D) Estimular reflexões que considerem a profissão como um todo e não em suas práticas particulares, uma vez que os principais dilemas éticos não se restringem a práticas específicas e surgem em quaisquer contextos de atuação.

EX: Psicanalise Clinica









Referencias Bibliográficas:
·         Artigo:
https://psicologado.com/atuacao/psicologia-clinica/a-atuacao-do-psicologo-clinico-etica-e-tecnica-em-discussao
·         Psicologia clinica:
·         Papel do psicólogo clinico
·         Ética
·         Código de Ética Profissional do Psicólogo
http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Co%CC%81digo-de-%C3%89tica.pdf

sábado, 10 de outubro de 2015

Psicologia Jurídica e a ética do cuidar

 
Aline Corrêa Silva
Daniel Araújo Silva
Fernanda Araújo Barbosa
Mariana Captain Silva Pacheco
Priscilla Pires da Silva
 
 
A visão a respeito da Psicologia Jurídica para leigos ou estudantes iniciantes de psicologia ou áreas afins é baseada em seriados e filmes policiais, como a série Lie To Me, tendo apenas o intuito de traçar perfis de assassinos para desvendar algum crime. Essa visão não está de toda errada, porém a Psicologia Jurídica não possui só essa característica suposta pelo senso comum, ela é mais abrangente e complexa. No Brasil o termo mais usado para a área é Psicologia Jurídica, mas alguns profissionais preferem o termo Psicologia Forence, porém independente da denominação, seja Psicologia Jurídica ou Forence, eles são usados para denominar a área da psicologia que se relaciona com o sistema de justiça. SILVA (2012, pg 12 apud Denise Maria Perissini da Silva, Psicologia, direito e o ideal de justiça na atuação da psicologia jurídica) conceitua a Psicologia Jurídica como “a atividade do psicólogo relativa à descrição dos processos mentais e comportamentais do sujeito, de acordo com as técnicas psicológicas reconhecidas, respondendo estritamente à demanda judicial, porém sem emitir juízo de valor”.
A Psicologia Jurídica é considerada uma área emergente se comparada às áreas tradicionais da psicologia como a Psicologia Escolar, Organizacional e a Clínica, e assim como essas áreas mais tradicionais de formação e atuação a Psicologia Jurídica deve ter um respaldo ético em sua atuação, conforme descrito pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) :
 
I O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos; II. O psicólogo trabalhará visando a promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão; III. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural; IV. O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como campo científico de conhecimento e de prática (CFP,2005,p7).
 
É importante ressaltar que a ética e o cuidar devem exceder qualquer ideologia pessoal do atuante da área da Psicologia Jurídica, respeitando que o individuo avaliado além de seus aspectos morais que norteiam seus comportamentos e crenças, o sujeito age conforme suas representações psíquicas. O psicólogo jurídico deve entender que é necessário analisar o sujeito como um todo, que ele ao mesmo tempo que está inserido em um ambiente social que norteiam sua moral, que é o conjunto de regras adquiridas através da cultura, educação, da tradição e do cotidiano, e que orientam o comportamento humano dentro de uma sociedade, que ele também possui um conteúdo interno que são as representações psíquicas, derivadas de suas motivações, impulsos e consciência. Pois quando falamos de crimes, que envolvem vitimas e culpados, o atuante deve ter um cuidado de não permitir que suas ideologias pessoais tomem partido frente a sua atuação. Concluímos então que independente do setor da Psicologia Jurídica o atuante deve agir de forma ética, cumprindo seu papel de forma a promover a saúde e o cuidado com os indivíduos.
 
Apesar da Psicologia Jurídica não se restringir a traçar perfis de criminosos é o setor que chama mais atenção, o vídeo abaixo é uma entrevista realizada com o Psicólogo Jurídico da polícia civil, Leonardo Faria, onde ele aponta alguns aspectos importantes a respeito do caso do assassino da motocicleta, que matou muitas pessoas na cidade de Goiânia em 2014.
 
 
 
 
Referências:
 
MUFFATO, Cleonice Mara Gomes. Ética em Psicologia Jurídica in Âmbito Jurídico. Disponível em:<>.http://www.ambito-juridico.com.br. Acessado em 10 de outubro de 2015.
 
FRANÇA, Fátima. Reflexões sobre Psicologia Jurídica e seu panorama no Brasil. Psicologia: Teoria e Prática. 2004.

http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo_etica1.pdf
 


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PSICOLOGIA DAS EMERGÊNCIAS E DESASTRES: o cuidar em situações de risco




ALINNE PESSOA

ANA PAULA BARBOSA

CRISLAYNE PEREIRA

DANIELA APARECIDA MOREIRA

MIGUEL ÂNGELO CHAVES

LUCAS SILVA




       A Psicologia das Emergências e Desastres é uma área ainda pouco conhecida por alguns profissionais e até mesmo por estudantes de psicologia. Essa vertente chama atenção para a atuação do psicólogo intervindo em situações de acidentes, desastres, catástrofes, etc., procurando garantir a "reconstrução de seus espaços de vida e suas relações intrapessoais". (MARTINS, 2012)

      "Os desastres abalam comunidades e grupos sociais de diversos modos, dependendo da condição de vulnerabilidade dos mesmos, e também atinge de modo particular cada sujeito que vivencia tais tragédias." (MARTINS). Desta forma, a psicologia deve cuidar tanto das comunidades como dos próprios indivíduos separadamente.




      Os primeiros estudos psicológicos referentes aos desastres ocorreram em 1909, nos EUA, pelo médico psiquiatra Edward Stierlin, que tinha a intenção de estudar as emoções de pessoas envolvidas em situações de desastres. No Brasil, a psicologia voltou-se para esse campo das emergências em 1987, quando houve o acidente com o césio-137, o maior acidente radioativo até hoje no Brasil.

     O Brasil não possui situações críticas como terremotos, erupções vulcânicas ou furacões, mas segundo a Secretaria de Defesa Civil seus desastres são de ordem natural, tais como as inundações, deslizamentos, a seca e os gravíssimos acidentes de trânsito, considerados "desastres humanos". Muitas casas são construídas em barrancos sem o mínimo essencial para sua segurança, o que faz com que toda essa comunidade se torne um "alvo fácil" para uma catástrofe, por exemplo. 




      Até 2004 o Brasil não tinha uma política pública de prevenção e resposta a desastres. Hoje usamos uma ferramenta tecnológica de monitoramento de desastre que possibilita avisar qualquer localidade onde esteja implantado com 3 dias de antecedência e permitindo que essas vítimas saquem o FGTS para sanar danos materiais.

        Conforme o Código de Ética Profissional do Psicólogo (2005) é dever fundamental do psicólogo prestar serviços profissionais em situações de calamidade pública ou de emergência, sem visar benefício pessoal. Por isso, foi desenvolvido pelo Sistema Conselhos de Psicologia uma nota técnica para nortear o trabalho do psicólogo envolvido em situações de emergências.

      Essa nota técnica afirma que seja o profissional contratado ou voluntário, ele estará agindo como um profissional de psicologia e assim está submetido ao Código de Ética e outras normas que regem a profissão; deve realizar seu trabalho com qualidade, procurando conhecer a realidade e agir de acordo com os direitos humanos; e, da mesma forma, o psicólogo não deve promover a patologização ou vitimização das pessoas envolvidas nos desastres.




     Além dessas orientações, o psicólogo deve atuar com responsabilidade realizando sempre novos estudos e se atualizando para estar preparado para o trabalho em campo e para o que vai enfrentar lá. garantindo, assim também, o seu próprio bem estar mental, ao reconhecer os seus próprios limites.

      A situação de emergência em si pode ser concebida em três (3) fases: pré-impacto, impacto e pós-impacto. Para uma melhor compreensão dessas fases assista o vídeo abaixo que relata muito bem essas fases. Esse vídeo foi realizado por alunas da Faculdade de Psicologia de Anápolis:





Referências:

BRUCK, Ney Roberto V. A Psicologia das Emergências: Um estudo sobre a angustia publica e o dramático cotidiano do trauma. 2007. Doutorado em Psicologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2007. Disponível em: http://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/5036. Acesso em: 09/10/2015


Conselho Federal de Psicologia. 1º Seminário Nacional de Psicologia das Emergências e dos Desastres: Contribuições para a Construção de Comunidades mais Seguras. Brasília, 2006. Disponível em: http://site.cfp.org.br/publicacao/i-seminrio-nacional-de-psicologia-das-emergncias-e-dos-desastres/. Acesso 09/10/2015.

Conselho Federal de Psicologia. Abandonados nos desastres: uma análise sociológica de dimensões objetivas e simbólicas de afetação de grupos sociais desabrigados e desalojados. Brasília, 2011. Disponível em:


Conselho Feral de Psicologia. Nota técnica sobre atuação de psicólogos em situações de emergências e desastres, relacionadas com a política de defesa civil. Brasília, 2013. Disponível em: 


MARTINS, Grasiele Vieira dos Santos. Práticas psicológicas junto às vítimas em situação de emergência e de desastres: reconstrução de seus espaços de vida e suas relações intrapessoais. 2012. Monografia para graduação em Psicologia. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte. Disponível em: http://www.abrapede.org.br/publicacoes/praticas-psicologicas-junto-as-vitimas-em-situacao-de-emergencias-e-desastres-reconstrucao-de-seus-espacos-de-vida-e-suas-relacoes-intrapessoais/. Acesso 09/10/2015.