segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ÉTICA: QUESTÃO DE BOM SENSO OU APENAS OBEDECER LEIS IMPOSTAS?
Uma questão de comportamento coletivo, uns pensando nos outros para poupar suas vidas.



 
   A Psicologia do trânsito é uma área recente, quando comparada aos demais campos da Psicologia, e ainda tem a avaliação psicológica como o único reconhecimento do seu papel. Entretanto, ao psicólogo do trânsito cabe analisar o comportamento daqueles que compõem o trânsito, a fim de evidenciar as causas e consequências desses comportamentos, e trazer possíveis soluções. Nesse sentido, a ética se faz presente, pois um psicólogo precisa de elementos cerceadores na construção de um perfil profissional, tendo em vista uma capacitação para lidar com o seu objeto de estudo, no caso, o trânsito. A avaliação psicológica se utiliza desses instrumentos cerceadores, os testes. Estes abrangem todo um aparato ético e psicológico na sua validação, preocupado com uma melhor interação biopsicossocial com o cliente.
   O trânsito hoje, de acordo com o Ministério da Saúde, virou questão de saúde pública, por conta dos inúmeros casos de acidentes envolvendo motoristas, pedestres, ciclistas, e todos aqueles que constituem o trânsito. O que leva a questionar se ética é uma questão de bom senso ou simplesmente praticar as leis de transito? O assunto é bem mais abrangente do que possamos imaginar Parte desde a atuação do psicólogo na área de avaliação de motoristas capacitados até a condução de um veiculo desses mesmos motoristas no transito.
Estatísticas de acidentes no trânsito por infrações graves.







   Ética: Palavra geralmente dada ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais.  Palavra ética é derivada do grego e significa aquilo que pertence ao caráter. (yahoo respostas).

   Bom senso: vai muito além da capacidade de discernir o certo do errado. O bom senso está diretamente ligado a capacidade intuitiva do ser humano de fazer a coisa certa, falar a coisa certa e pensar a coisa certa em momentos inusitados ou não. o bom senso não envolve tanto uma reflexão aprofundada sobre um determinado tema, lugar ou situação (isso já entra no campo da meditação), mas sim a capacidade de agir e interagir, obedecendo a certos parâmetros da normalidade, face uma situação qualquer, guiando-se por um senso comum e quase completamente intuitivo.(yahoo respostas).



    Algumas frases do senso comum ligadas ao bom senso que algumas pessoas utilizam para justificar suas atitudes no trânsito e que as vezes é uma forma de se comportar mal utilizando-se do preconceito para generalizar algumas situações.
“Nossa eu tenho que dirigir para mim e para os outros”.
"Se eu tiver que morrer de batida, prefiro que seja de limão."

“Mulher no volante perigo constante.”





    Então em termos práticos, ética no transito significa “o maior respeitar e cuidar do menor” ou seja, o caminhão cuida (respeita) o carro. O carro respeita o motociclista, o motociclista respeita o ciclista e o ciclista respeita o pedestre. Depois dessa, nem precisaríamos das leis de transito para nos orientar  pois o simples fato de percebermos que o mais forte deve sempre cuidar do mais fraco os acidentes diminuiriam bastante.(motoline.com.br)

Avaliação Psicológica e Ética
Um dos maiores desafios ao trabalho do psicólogo de trânsito sempre foi a construção do perfil de bom motorista, cuja fundamentação científica ainda não foi alcançada, porém. A importância de se conhecer o perfil de bom motorista estaria na possibilidade de se desenvolverem ferramentas de avaliação psicológica em conformidade com este perfil, e que, portanto, selecionariam adequadamente os candidatos à carteira de habilitação (FARINA apud SCHWARZER, 2006).

   CONCLUSÃO: Nem sempre seguir apenas as leis de transito é suficiente. É essencial pensar além e nas pessoas usando o bom senso na pratica para evitar acidentes e consequência graves. E que a ética parte desde a atuação dos psicólogos e avaliadores de futuros motoristas à conduta destes mesmo no transito.

   Uma das condições para a resolução desse conflito no trânsito seria a mudança no comportamento e a conscientização de que o espaço público, como o nome já diz, é de direito de todos e deve ser utilizado de maneira igualitária. Para que ocorra tal mudança o meio encontrado é o da educação para o trânsito. É preciso que seja desenvolvida uma forma de educação, que além de ensinar as regras de trânsito, fosse capaz de criar cidadãos, que utilizariam o espaço público de forma respeitosa e equilibrada.

Psicologado - Artigos de Psicologia

Alunos: Ana Jessica Fernandes, Aryane Nunes, Ana Laura, Fernanda Cristina, Janaína.

Psicologia Clínica e o Código de Ética

“Ser Psicólogo é uma imensa responsabilidade. É também uma notável dádiva pois recebemos o dom de usar a palavra, o olhar, as expressões, e até mesmo o silêncio. O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar…”
Walmir Monteiro

O que é o psicólogo clinico e a psicologia clinica:
A Psicologia Clínica é a parte da psicologia que se dedica ao estudo dos transtornos mentais e dos aspectos psíquicos de doenças não mentais. Seus temas incluem a etiologia, classificação,  diagnóstico,  epidemiologia,  intervenção (prevenção, aconselhamento, psicoterapia, reabilitação, acesso à saúde, avaliação).
O psicólogo clínico é o profissional de psicologia que trabalha na área da saúde mental. A sua formação permite-lhe fazer psicoterapia, que a depender da sua abordagem teórica pode ser psicanálise, psicologia analítica, terapia cognitiva comportamental, dentre outras.

A função/papel do psicólogo clinico
A procura de um psicólogo ocorre por varias razões. Cada paciente procura com uma demanda bastante única, mais com expectativas bem parecidas, a de que o profissional ira lhe dar as respostas sobre o que fazer com relação a sua problemática.
A psicoterapia, terapia ou analise propõe ampliar o pensamento e enxergar as historias de vida de maneira nova. Esse processo pode ser rápido ou longo, intenso ou superficial, dependendo da dupla (profissional-paciente), da disponibilidade e da necessidade desse paciente.
Há pessoas que procuram o profissional psicólogo por um assunto especifico e outros que no decorrer do trabalho descobrem casos e vivencias que requer um tempo maior juntos, mesmo porque, algumas vezes esse assunto especifico é percebido como um sintoma de uma questão maior, mais antiga. Dentro da psicologia clínica há enfoques diferenciados, os três principais são: a psicologia comportamental (também conhecida como cognitiva-comportamental), a psicologia humanista e a psicanálise. Cada área tem uma maneira de entender o ser humano e trabalhar com ele diversificada. E o alcance de cada enfoque dependerá de cada caso, bem como da adaptação do paciente tanto a área como com o profissional em questão.
Independente da área, o profissional não estará ali para dar respostas, é diferente do enfoque médico. O que fazer, que caminho escolher será uma construção a dois, onde o psicólogo vai viver junto a essa construção. Ele não tem a resposta, mais não desistira de busca-la ao seu lado, apontará idéias, reflexões e fará perguntas (muitas perguntas) que podem ser o diferencial nesta jornada.
Uma das principais funções do psicólogo é a realização de avaliações psicológicas, que tem como objetivo despistar qualquer indicio psicopatológico,  conduzindo, deste modo, à elaboração de  psicodiagnósticos  diferenciais, de estudos da estrutura da personalidade, da deterioração mental, bem como da compreensão do funcionamento mental global da pessoa.
Outra das funções é o acompanhamento psicológico/psicoterapêutico, em que o psicólogo concilia basicamente uma postura de suporte e contenção, procurando criar em conjunto com a pessoa estratégias de intervenção psicológica para diminuir, aliviar, e até extinguir o sofrimento desta, de modo a restabelecer o bem-estar e o equilíbrio emocional.

O que é a ética
Ética, do greto ethos, costume, caráter, hábito, é o estudo sistemático da natureza dos conceitos de valor, como bom/mau, certo/errado, justo/injusto, honesto/desonesto, leal/desleal etc., e dos princípios gerais que nos permitem aplicá-los a tudo que existe. Em suma, ela estuda os princípios normativos do comportamento humano e os valores morais que dirigem a vida dos  homens.
A Ética – estudo e normas da conduta correta – é também chamada de Filosofia Moral. E, para vários pensadores, é a prática da Filosofia, porque, na realidade, é a aplicação de conceitos e princípios filosóficos, os quais existem como normas, como padrões de comportamento moral
baseados numa concepção de homem, de sociedade e de objetivos comuns que devem ser realizados.

A ética que um psicólogo clinico deve ter
Entende-se que a formação ética deve fazer parte do processo de formação do profissional que irá se constituir em um fazer clínico, com atitude comprometida com a alteridade, indo em direção ao reconhecimento das singularidades e respeito às diferenças.
Dutra (2009) afirma que o Psicólogo clínico é bastante complexo, importante e crucial.
A dimensão do cuidar é proporcional a ética clínica que o psicólogo deve ter, desenvolvendo a empatia na relação paciente psicoterapeuta. Levando-se em consideração que um dos princípios da ética do cuidado é a saúde do psicoterapeuta no que concerne ao psicólogo clínico, este também deve fazer uso do cuidado, pois, para cuidar do outro, é preciso que o psicoterapeuta disponha do cuidado de si, que possibilite de forma mais ampla o convívio, o acolhimento e o reconhecimento do outro, diante do que é estrangeiro daquilo que nos difere como pessoas, considerando a singularidade subjetiva de cada um. Quando aluno de psicologia e profissional, deve ser lembrado que não é só a grade curricular que prepara o aluno para ser um profissional, mas também sua conduta ética pessoal no cotidiano, no respeito consigo mesmo e com o outro. Pois será reconhecido não só pelo seu saber teórico e metodológico, mas por uma forma de ser e estar no mundo, refletida nos saberes e fazeres do campo da Psicologia e na vida, assim, a ética é uma formação que nunca termina.
A Psicologia, embora seja plural em sua diversidade de abordagens, nos permite pensar sobre algo em comum, o cuidado com o ser humano. Isso acontece no diálogo com o outro, em que a clínica pode e deve ser um espaço para efetivação do cuidar. Cuidar este, direcionado através da teoria e técnica de forma ética, considerando o ser humano em sua dignidade de sujeito e cidadão.
Para isso, há um código de ética a ser seguido pelo psicólogo.

Código de Ética do Profissional de Psicologia
Um Código de Ética profissional, ao estabelecer padrões esperados quanto às práticas referendadas pela respectiva categoria profissional e pela sociedade, procura fomentar a auto-reflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis, de modo a responsabilizá-lo, pessoal e coletivamente, por ações e suas conseqüências no exercício profissional. A missão primordial de um código de ética profissional não é de normatizar a natureza técnica do trabalho, e, sim, a de assegurar, dentro de valores relevantes para a sociedade e para as práticas desenvolvidas, um padrão de conduta que fortaleça o reconhecimento social daquela categoria. Este Código de Ética pautou-se pelo princípio geral de aproximar-se mais de um instrumento de reflexão do que de um conjunto de normas a serem seguidas pelo psicólogo. Para tanto, na sua construção buscou-se:

a. Valorizar os princípios fundamentais como grandes eixos que devem orientar a relação do psicólogo com a sociedade, a profissão, as entidades profissionais e a ciência, pois esses eixos atravessam todas as práticas e estas demandam uma contínua reflexão sobre o contexto social e institucional.
b. Abrir espaço para a discussão, pelo psicólogo, dos limites e interseções relativos aos direitos individuais e coletivos, questão crucial para as relações que estabelece com a sociedade, os colegas de profissão e os usuários ou beneficiários dos seus serviços.
c. Contemplar a diversidade que configura o exercício da profissão e a crescente inserção do psicólogo em contextos institucionais e em equipes multiprofissionais
d. Estimular reflexões que considerem a profissão como um todo e não em suas práticas particulares, uma vez que os principais dilemas éticos não se restringem a práticas específicas e surgem em quaisquer contextos de atuação.
Ao aprovar e divulgar o Código de Ética Profissional do Psicólogo, a expectativa é de que ele seja um instrumento capaz de delinear para a sociedade as responsabilidades e deveres do psicólogo, oferecer diretrizes para a sua formação e balizar os julgamentos das suas ações, contribuindo para o fortalecimento e ampliação do significado social da profissão.

Acesse o link para visualização completa do Código de Ética do Profissional de Psicologia e saber mais sobre Princípios Fundamentais e no que o psicólogo é vedado:  http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo_etica.pdf






Referencias bibliográficas


- Artigo: A Atuação do Psicólogo Clínico: Ética e Técnica em Discussão. Disponível: http://artigos.psicologado.com/atuacao/psicologia-clinica/a-atuacao-do-psicologo-clinico-etica-e-tecnica-em-discussao

- Código de Ética Profissional do Psicólogo: http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo_etica.pdf

- Psicologia e cuidado humano. Disponível: http://www.psicologo.inf.br/codigo_de_etica_psicologo.asp




- Psicologia clínica e ética - Do objetivo deste trabalho: a íntima relação de fundação entre a psicologia clínica e a ética:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98931989000200006&script=sci_arttext

Alunos: Camila Teodoro, Cleide Carvalho, Dinamarquês Paiva, Fernanda Pedrosa, Gilberto Francisco, Juliana Brigatto, Luana Carvalho, Nayara Oliveira, Tatianne de Moura, Thais Rodrigues.

A ÉTICA DO PSICOLOGO JURÍDICO NO CONTEXTO DE ALIENAÇÃO PARENTAL E ACUSAÇÃO DE ABUSO SEXUAL.

Para tratar sobre “A Ética do cuidar” abordaremos sobre a Ética do psicólogo jurídico em alienação parental com a acusação sexual. A psicóloga clínica e jurídica Denise Maria Perissini da Silva, no artigo “A ética do psicólogo jurídico em acusações de abuso sexual”, aborda amplamente a síndrome de alienação parental e a atuação ética do psicólogo jurídico frente às acusações.
Dentro do contexto da síndrome de alienação parental (SAP), processo comportamental construído a partir da transformação psíquica de uma criança, realizado por um dos pais, em relação ao outro, com o objetivo de romper a ligação afetiva entre a criança, o pai e sua respectiva família. Uma forma de manifestação da SAP é a acusação de abuso sexual que, infelizmente, acontece com frequência, sendo, geralmente, uma acusação falsa, por refletir os interesses do genitor alienante e não os sentimentos da criança que, por sua vez, utiliza cenários emprestados ou situações descritas que nunca foram efetivamente vivenciados, uma vez que a “mãe” constrói na cabeça da criança uma acusação de abuso sexual por parte do “pai”, como uma forma de destruir o vinculo afetivo entre os dois. Vale ressaltar que o genitor alienante se serve de todos os meios, mesmo os ilícitos e inescrupulosos, para atingir seu objetivo. É indispensável para o psicólogo jurídico compreender a síndrome de alienação parental em todas as suas dimensões, seus efeitos, suas origens e a melhor forma de combatê-la, para que assim possa intervir o mais rápido possível e as consequências não sejam irreversíveis.
É fundamental “separar o joio do trigo”, ou seja, analisar a autenticidade e a veracidade das informações obtidas, considerando que há a hipótese de serem infundadas.
Cabe à ética do psicólogo jurídico, em caso de abuso sexual, ter cuidado com as entrevistas que vão ser conduzidas com a criança, pois elas devem ser particulares e as perguntas elaboradas com muita cautela para não influenciar as respostas. Os limites da criança devem ser sempre respeitados, não cabendo, portanto, ao profissional tentar descobrir “coisas”, mas sim possibilitar o acolhimento para proporcionar a aproximação; esse comportamento facilitador fará com que a criança fale de seus problemas. O psicólogo deve estar atento ao discurso, tanto verbal como não verbal, às expressões faciais e demonstrações de sentimento, dentre outros, sendo cauteloso com os desenhos, testes, brincadeiras e jogos a serem desenvolvidos pela criança. É de extrema importância a análise do contexto familiar.
A ética nas relações envolve averiguar as configurações familiares por meio de laudos e perícias psicológicas com o objetivo de abordar também os aspectos emocionais e não só jurídicos, bem como preservar os vínculos e não acirrar conflitos. O psicólogo jurídico, mesmo na posição de perito, é inviável a afirmação da transgressão. Inadmissível é a possibilidade do psicólogo perito, durante a realização da avaliação de uma família em contexto judicial, de emitir opiniões e conclusões que se assemelhem com sentenças ou julgamentos, pois além de assumir uma função judicante, são posicionamentos cheios de juízos de valor que se afastam da Psicologia enquanto ciência e profissão. Para garantir o maior interesse da criança é necessário haver integração entre o Direito e a Psicologia.
Na síndrome de alienação parental com acusações de abusos sexuais onde há relatos falsos e verdadeiros, é importante saber distingui-los. Dessa maneira, efetivamente, a criança poderá ser ajudada no seu comportamento adotado, assim como a família que utiliza as falsas informações em beneficio próprio, já que é inegável a presença dos pais na vida da criança, pois eles são fundamentais para o seu desenvolvimento psíquico. Não cabe à ética da psicologia jurídica a pendência para nenhuma das partes, e também ela não segue uma lógica entre o certo e o errado, e sim a relativização dos conceitos para que as pessoas tomem consciência de seus sentimentos, pensamentos e ações. Vale lembrar que os profissionais devem atentar à ética profissional, para não colocar em risco sua carreira e sua reputação.

            A partir do artigo de Denise Maria Perissini da Silva criamos um vídeo baseado em um caso de alienação parental e acusação de abuso sexual, com o objetivo de demonstrar qual seria atuação ética do profissional da psicologia jurídica nesse contexto.






Autores: Elisa Chagas de Melo, Karine Ferreira Santos Mendonça, Maria Eduarda Silva Borges, Nágela de Sousa Machado, Tatiane dos Santos Cunha.

Referência Bibliográfica:




domingo, 27 de outubro de 2013

A ética na Psicologia Jurídica: Adoção por casais homoafetivos


Durante muito tempo o pai era o chefe da família, mas com as modernidades dos dias atuais várias mudanças vêm acontecendo e a concepção de família esta ampliando cada vez mais.
Podemos citar como exemplos dessa nova configuração familiar a compreensão e inclusão a adoção, a monoparentalidade, e os casais homoafetivos.
E esses arranjos não devem ser entendidos como decorrentes de uma crise na instituição família, mas como um reflexo de mudanças na sociedade. (ARAUJO at el., 2007; CECCARELLI, 2007; GUIMARÃES e AMARAL, 2009).
Giddens (1993) afirma que essas transformações contribuíram para o surgimento de novas formas de relacionamentos, conjugalidade e parentalidade.
Primeiramente precisamos ver o interesse da criança sobre a adoção, analisar se o ambiente familiar pra onde ela esta indo é saudável. O objetivo da adoção é conseguir uma família para a criança e não uma criança para a família que esta sem filhos. A adoção garante a criança o direito a uma convivência familiar.
A união homoafetiva é um fato na sociedade e não pode ser ignorada ou negada pelo Estado. Em muitos países a adoção por homoafetivos é permitida e em alguns outros, apenas o casamento é legalizado.
Quando relacionamos adoção com a homoafetividade, precisamos ter bem claro que os maiores interessados são as crianças e os adolescentes. Precisamos garantir a eles a convivência familiar e comunitária e enfatizar o interesse dos adotados e não o preconceito da sociedade.
Nem todos os heteroafetivos são aptos a adotar uma criança e o mesmo é considerado para os homoafetivos. Quando a pessoa quer adotar precisa avaliar as particularidades de cada caso e não a orientação sexual.
Apesar de a adoção homoparental gerar polêmica e controvérsias ela esta cada vez mais presente na sociedade contemporânea.
Matos (2006, p.55) enfatiza que a homossexualidade dos pais, por si só não determina a identidade do gênero e orientação sexual da criança.
Assim como adotar uma criança não é uma tarefa simples, ter os próprios filhos biológicos também não é.
O Estatuto da Criança e Adolescente (BRASIL, 1990) no artigo 7º assegura que toda criança e adolescente têm direito à proteção, à vida e à saúde, mediante a efetivação e políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.
Priorizar a convivência familiar e o direito de ser criado e educado no seio de uma família substituta, a toda criança ou adolescente que foi impossibilitado de conviver com sua família originária. Advogados, psicólogos, assistentes sociais, que até então, não obstante a relevância dos trabalhos desenvolvidos na área, não merecia a devida consideração da legislação menorista.
 A psicologia e o serviço social foram inseridos no âmbito forense enquanto conhecimento científico, como prova processual. A atuação desses profissionais foi compreendida como uma atividade pericial que objetivos elementos para auxiliar em decisões judiciais, e de extrema importância, conforme já exposto, o estudo psicossocial pela equipe interprofissional no processo de adoção, a fim de subsidiar o poder judiciário e o ministério público nas decisões de habilitação para a adoção. As famílias adotivas, aos poucos, vêm adquirindo visibilidade, saindo da clandestinidade a que havia sido relegada, sufocadas pelo estigma dos mitos e preconceito arraigados no imaginário popular. O processo de adoção, embora hoje visto de forma mais clara e regulamentada, ainda é marcado por certas dificuldades, preconceitos, fala de acompanhamento psicológico e burocracia, o que pode ser fator desmotivador para os candidatos á habilitação ao papel de pais. Reforça-se a importância do trabalho do psicólogo nos casos de adoção, oferecendo suporte e orientações durante esse percurso tão importante e transformador na vida de crianças/jovens adotados, bem como de seus pais (independente de suas orientações sexuais) e demais familiares.
Priorizar a convivência familiar e o direito de ser criado e educado no seio de uma família substituta, a toda criança ou adolescente que foi impossibilitado de conviver com sua família originária. Advogados, psicólogos, assistentes sociais, que até então, não obstante a relevância dos trabalhos desenvolvidos na área, não merecia a devida consideração da legislação menorista. A psicologia e o serviço social foram inseridos no âmbito forense enquanto conhecimento científico, como prova processual. A atuação desses profissionais foi compreendida como uma atividade pericial que objetiva elementos para auxiliar em decisões judiciais, e de extrema importância, conforme já exposto, o estudo psicossocial pela equipe interprofissional no processo de adoção, a fim de subsidiar o poder judiciário e o ministério público nas decisões de habilitação para a adoção. As famílias adotivas, aos poucos, vêm adquirindo visibilidade, saindo da clandestinidade a que havia sido relegadas, sufocadas pelo estigma dos mitos e preconceito arraigados no imaginário popular. O processo de adoção, embora hoje visto de forma mais clara e regulamentada, ainda é marcado por certas dificuldades, preconceitos, fala de acompanhamento psicológico e burocracia, o que pode ser fator desmotivador para os candidatos á habilitação ao papel de pais. Reforça-se a importância do trabalho do psicólogo nos casos de adoção, oferecendo suporte e orientações durante esse percurso tão importante e transformador na vida de crianças/jovens adotados, bem como de seus pais (independente de suas orientações sexuais) e demais familiares.
O crime, o desejo, o abandono, a loucura, a família, os litígios, as soluções singulares, a adolescência, as crianças, as políticas, os impasses, as subjetividades, o cotidiano das práticas da psicologia e do direito, as instituições e a incidência da lei são campos da psicologia jurídica.
O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
                                           
Assistam o vídeo 
Comentários preconceituosos fazem criança chorar!         

 http://www.youtube.com/watch?v=TgO55gfu8Y0





                                         REFERÊNCIAS 

     Guia para o exercício profissional: Autor Conselho Regional de Psicologia, 6º exemplar. Disponível na biblioteca da Unitri

     ARAUJO, L. F de; OLIVEIRA, J. S. C. de; SOUSA, V. C. de; CASTANHA, A,     R. Adoção de crianças por casais homoafetivos: um estudo comparativo entre         universitários de Direito e de Psicologia. Psicologia e Sociedade, Porto Alegre, v. 19, n. 2 p. 95 – 102, ago. 2007. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S0102-7 18220070002000 3&ing=en&rn=iso>. Acesso em: nov. 2010.
   
     GIDDENS, A transformação da intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: Ed. UNESP, 1993.

      MATOS, A. C. H. Filiação e homossexualidade. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO DE  FAMÍLIA, 5., 2006. Anais... São Paulo: IOB Thompson, 2006.

Alunas:
Ana Paula de Araujo
Jaline Bárbara de Almeida Rezende
Joyce Franciele Gonçalves Silveira
Naiara Gomes Meireles
Sandra Maria Rodovalho 

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

A SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM PSICOLOGIA CLÍNICA — RELAÇÃO ENTRE SUPERVISOR E SUPERVISIONADO



A partir do artigo de Mariana Cardoso Barreto e Janaína Bianca Barletta criamos uma personagem que é uma estudante de Psicologia, Ana Sokeamate  de 20 anos de idade que inicia seu estágio em clinica, nosso objetivo é demonstrar o quão desafiador é este momento para a formação profissional.



Para melhor compreendermos a relação entre supervisor e supervisionado no curso de Psicologia clínica, apresentamos a entrevista concedida pela aluna Ana Sokeamate, integrante do curso, sobre o assunto aos alunos do 5º período do curso de Psicologia.
JORNAL DO POVO - Pergunta – Como você tem lidado com essa necessidade de supervisão no seu estágio? Para você isso é mesmo importante?
ANA SOKEAMATE - Resposta - Eu penso que um bom profissional não nasce pronto. Considero que seu conhecimento e suas técnicas vão se desenvolvendo durante suas vivências. Portanto, o estágio torna-se essencial para que o aluno adquira experiência em atendimento; o estágio supervisionando pode então ser visto como o primeiro passo para o trabalho profissional, capaz de desenvolver postura ética, metodológica, teórica e prática.
JORNAL DO POVO - Pergunta –   De que maneira esse trabalho tem sido feito  no curso de Psicologia ?
ANA SOKEAMATE - Resposta -   O processo de supervisão pode se dar em forma de relato, em que o supervisionando apresenta ao supervisor os acontecimentos decorrentes no atendimento terapêutico. O supervisor, por sua vez, elabora observações sobre o comportamento do estagiário, com as devidas orientações. Mas, pelas contingências encontradas nessa forma de supervisão, busca-se também outras formas de aprendizagem como, por exemplo, leituras específicas, observações, seminários, entre outros.
JORNAL DO POVO - Pergunta – Que peso teria, na sua opinião, a função do supervisor ?
ANA SOKEAMATE - Resposta - A função do supervisor é de muita responsabilidade, pois além de formar um terapeuta, cabe a ele garantir um atendimento adequado ao cliente. Para isso, o supervisor deve desenvolver sua habilidade interpessoal e junto ao seu supervisionando deve direcionar sua aprendizagem: isso é fundamental para a eficácia do processo de supervisão. É evidente, porém, que a responsabilidade de formar o terapeuta não é apenas do supervisor; depende do trabalho de toda equipe docente, realizado durante a graduação, além da dedicação e interesse do aluno, que é essencial. Cabe ao supervisor o papel de desenvolver uma postura assertiva para expor erros, dificuldades e potencialidades, a fim de criar uma relação de confiança e colaboração mútua entre o grupo.
Desta forma, segundo a revisão literária feita por Lima (Apud BARRETO e BARLETTA, 2010.), o supervisor de estágio tem cinco funções: 1. Informar aspectos técnicos, teóricos e científicos atuais relevantes para a psicoterapia; 2. Questionar, isto é, problematizar as questões que aparecem em supervisão levando a uma descoberta guiada do aluno; 3. Sugerir caminhos práticos e éticos para a condução clínica; 4. Encorajar o supervisionando a ação; 5. Avaliar no sentido formativo, para facilitar um olhar para os pontos positivos e negativos da atuação do aluno.
JORNAL DO POVO - Pergunta – Além de uma boa formação acadêmica, que outras habilidades podemos esperar por parte de um bom terapeuta?
ANA SOKEAMATE - Resposta - Um bom terapeuta deve desenvolver assertividade, expressividade emocional e a habilidade de perceber aspectos de si durante o atendimento, descritos em termos de autossensação, autopercepção, auto-observação e autoconhecimento.



Referência:


2.       CORTELLA, M. S. Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. Petrópolis: Vozes, 2007.


Autores: Dalson Messias Matos, Daniel Junior Rodrigues, Fernanda Maria Curaçá Magalhães, Ivo Alexandre Costanti Da Silva, Lídia Cândida De Oliveira, Moabe Tomaz De Aquino, Patrícia  Ribeiro Campos, Suellenn De Souza Gonçalves Mól .


Ética: Sei que nada ainda sei

Eis à questão: “Virtude é coisa que se ensina?”. O personagem-título Menon, de Platão, inicia o diálogo com Sócrates a partir da questão se a virtude é fruto do ensino, adquirida pela experiência ou inerente à natureza dos Homens.O tema da “virtude” que desperta interesse desde a filosofia antiga, é definido por Aristóteles como uma das “espécies”: intelectual, dada por meio do ensino, e moral, adquirida pelo hábito.
  A moral destaca-se, pois traz no seu DNA um conjunto de normas que regulam o comportamento social no sentido de manter e garantir a ordem. Por sua vez, a ética toma forma em condutas e normas resultantes do trabalho da razão, da crítica e estaria vinculada em três pré-requisitos: a consciência, autonomia de ação e coerência.
Ética é uma virtude muito importante e crucial na formação acadêmica. Em estágios na vida profissional, toma maior proporção, pois temos que acompanhar e lidar com os resultados do grande avanço científico e tecnológico, e questões de extrema importância como o resultado de tal evolução que afeta diretamente o comportamento humano em todas suas vertentes e interações.
No contexto específico, a educação, que é complexa em sua construção, deveria ser considerada instrumento de reflexão acerca da realidade. O atual modelo curricular por disciplinas, tem crucial influência na formação dessa virtude, porém com esse sistema tradicional o ensino da ética demonstra-se precário.
A avaliação da aprendizagem da ética é pouquíssima explorada; a melhor inserção da matéria, e valor ético na graduação está inevitavelmente ligada à utilização de metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em problemas ou problematização. Entretanto a nossa realidade não condiz com essa exigência, pois, a minoria dos professores especializados em ética é de formação em áreas das ciências humanas e sociais e pouquíssimos tem interesse em ampliar o conhecimento para além do ensino dos métodos.
Alguns estudos e artigos ligados à bioética, termo que na sua essência alia conhecimento científico e valores humanos em favor da vida, aponta que uma reforma curricular pode ser uma maneira de inserir a ética de forma integrada nos variados níveis de formação e graduação. E também traz a ideia de que uma reestruturação do modelo de ensino na universidade seria o caminho para a quebra do sistema.
Outro ponto a ser considerado é o aprendizado dos valores éticos desde a educação familiar. Em função das dificuldades de uma educação ética na família, esta acaba por transferir essa responsabilidade para a educação.
E através dessa problemática, abre-se uma série de questões como a fragmentação do conhecimento, desamparo acadêmico, que reflete no comportamento do estudante no campo de atuação profissional, pois para quem nunca teve nenhum contato adequado com a teoria, nem com a vivência do comportamento ético, se faz necessário buscar de própria vontade, a dita sensibilidade ética, pois, a mesma nos tempos atuais se faz de extrema e vital relevância para boa convivência, desempenho profissional e pessoal. “Mas de que forma fazer isso?”
Além da reestruturação curricular, devemos buscar métodos que envolvam a criatividade e a prática do diálogo que alimentem a nossa reflexão crítica. A forma básica de começar tal comportamento seria voltarmos ao pensamento filosófico, sem grandes aventuras, e não ficar somente no pensar, criar ações claras e coerentes.
Filósofos clássicos já nos ensinaram a fazer isso, construindo debates sobre aspectos teóricos e viventes diretamente ligados à ética. Assuntos como a moral e a ética são intimamente correlacionados entre si, por grandes pensadores como Aristóteles, Platão.
Vale ainda ressaltar que além da metodologia, reestruturação curricular, outro fator para aprendizagem da ética vem do exemplo da postura dos docentes, que devem incentivar a conduta ética. De maneira que o foco da aprendizagem deve voltar-se para a aquisição de habilidades do que para uma dimensão cognitiva.

Referências:

1. Platão. Mênon: Texto estabelecido e anotado por Jonh Bur-net. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, Loyola; 2001.
2. Aristóteles. Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural; 1979. v. 2. (Coleção Os Pensadores).
3. CARNEIRO, Larissa A.; PORTO, Celmo C.; DUARTE, Soraya B.R.; CHAVEIRO, Neuma; BARBOSA, Maria A. O Ensino da Ética nos Cursos de Graduação da Área de Saúde. Revista Brasileira de Educação Médica. Rio Janeiro, Vol. 34, nº. 3, p.412-421, 2010.

Autores: Dandara C. Leite, Diego C. M. Sousa, Kênia J. F. Alves, Letícia R. S. Delfino, Nayara R. Máximo, Nellie L. Ramos, Stéffani P. Santos, Thaís C. O. Ribeiro.

terça-feira, 21 de maio de 2013

ÉTICA PROFISSIONAL

   O entendimento da ética profissional é uma das prioridades para o sucesso no competitivo ambiente profissional. Os líderes enfrentam, hoje, dezenas de situações e dilemas éticos. Esse entendimento aborda questões relativas ao moderno local de trabalho, como ética corporativa, influências externas sobre a ética, tecnologia e ética, ética e relacionamento, entre outras. Além de discussões sobre ética empresarial e normas éticas para a tomada de decisões comerciais, é uma área delicada de aprender a
se movimentar. 
   Ética profissional foca algumas das questões éticas que surgem frequentemente como serias preocupações para os trabalhadores. Essas questões podem incluir comportamentos aparentemente inocentes, como fofocas no local de trabalho, ou graves atos ilegais. Todas elas dizem respeito a ser honesto e justo – ao transmitir uma mensagem, identificar um conflito de interesses ou desenvolver um relacionamento profissional. 
   No local de trabalho temos como objetivos: 

 Falar francamente;
 Definir a ética no ambiente profissional;
 Áreas de preocupação ética;
 Assumir a culpa;
 Modelo de tomada de decisão para o comportamento ético;
 Falar com os outros;
 Fazer a coisa certa. 

   Um caminho consciente do processo de tomada de decisões éticas, no entanto, torna o funcionário mais valioso, que será procurado por sua responsabilidade ética no trabalho. Apenas ler um livro ou fazer um curso sobre ética não necessariamente transforma uma pessoa desonesta em honesta. 
   O modo como os profissionais podem definir a ética no ambiente de trabalho, discute um dilema ético real. O comprometimento da ética no local de trabalho pode incluir: 
 Uso pessoal do computador e do telefone no horário de trabalho;
 Desaparecimento de material;
 Romance no local de trabalho;
 Comportamento inapropriado;
 Fofocas no ambiente profissional. 
   Podendo incluir questões graves que podem terminar até mesmo em brigas nos tribunais, como: 
 Falsificação de currículos; 
 Plágio;
 Sabotagem;
 Assédio sexual;
 Recebimento de suborno;
 Violência no local de trabalho. 
   Independentemente do modo como o assunto é definido ou identificado, os gerentes empresariais com frequência comentam a respeito do alto preço que isso representa para  as empresas. 
   Ao entendimento do que significa um ato ético ou uma decisão ética, é algo considerado apropriado e aceitável com base em determinados padrões de certo ouerrado. Alguns acreditam que um ato ético é aquele que leva ao maior beneficio para a maioria das pessoas. Certamente, ele não infringe o direito à vida, a liberdade de expressão, nem ao devido processo legal. Um ato ético ajuda as pessoas a se sentir melhor com elas mesmas a longo prazo, mas pode ser desafiador ou estressante a curto prazo. 
   As preocupações com a ética no local de trabalho podem ser classificadas em quatro
tópicos: 
1. Conflito de interesses: existe quando um indivíduo tem de escolher se atende a seus interesses pessoais, aos da empresa ou aos de algum outro grupo. Qual deles merece prioridade? 
2. Honestidade e justiça: honestidade refere-se à veracidade, integridade e probidade. Justiça é a qualidade de ser justo equitativo e imparcial. 
3. Comunicação: refere-se a transmissão de informações e à partilha de significado. As comunicações que são falsas ou enganosas podem destruir a confiança que os consumidores têm na organização. Mentir é uma grande questão ética. 
4. Relacionamentos organizacionais: envolvem o comportamento dos funcionários de uma empresa dispensado aos consumidores, fornecedores, subordinados, superiores e a outros colegas. Uma questão ética ligada aos relacionamentos é o plágio – copiar o trabalho de alguém e apresentá-lo como seu, sem dar o devido  crédito ou compensação ao autor. 
   Um resumo do processo de pensamento, ajuda na resposta de qual a melhor decisão ética a ser tomada, sendo: 
1. Background: rever a história, e os detalhes da situação;
2. Conflito: descrever o conflito e o dilema ético observado;
3. Resultado: indentificar as possíveis decisões e os prováveis resultados gerados  por cada decisão;
4. Impacto: listar o impacto de cada resultado sobre a vida das pessoas;
5. Peso: pesar e comparar todas as decisões e seus possíveis resultados;
6. Decisão: decidir e defender sua decisão. 
   É essencial estabelecer uma comunicação boa e clara no ambiente de trabalho. Algumas empresas trabalham junto aos funcionários para chegar a um consenso acerca dos valores éticos corporativos e, então, os publicam como um meio de desenvolver o dialogo sobre ética. Tais diretrizes ajudam as pessoas a parar antes de tomar uma decisão envolvendo questões éticas – uma pausa para considerar todas as ramificações de uma decisão especifica: para si, para os colegas, para a gerência. 
   As empresas dedicam esforços e energia significativos para atender as preocupações com o meio ambiente, garantindo que certos materiais sejam manipulados e descartados de acordo com a legislação federal. Também é importantes que os fornecedores sigam as leis e diretrizes ambientais apropriadas. 
   As empresas éticas acreditam que os funcionários devem relatar imediatamente aos supervisores, ao departamento jurídico ou ao Office of Ethics and Compliance (Escritório de Ética e Cumprimento) acidentes ambientais ou suspeitas de violações às leis e regulamentos que protegem o meio ambiente.  Segundo a Lei Federal, todos os empregadores devem seguir métodos e procedimentos que garantam a conformidade com os regulamentos e estatutos ambientais municipais, estaduais, federais e internacionais. Os empregadores devem exigir que as pessoas sob sua direção, incluindo outros empregadores e/ou empreiteiros,
sigam todas as leis e regulamentos ambientais. 
    A questão da ética no local de trabalho é tão importante que muitas empresas dedicam tempo para definir ética formalmente e desenvolver diretrizes de comportamento ético. Os valores éticos fundamentais de uma corporação podem ser identificados com base em informações fornecidas por grupos focais de funcionários e aprovados pelos membros superiores; 
1. Demonstrar honestidade e justiça;
2. Respeitar os outros;
3. Assumir responsabilidades. 
   As influências externas sobre a ética podem ser várias, como: Ligações telefônicas pessoais; Visita dos filhos ao local de trabalho; Segundo emprego; Atividades extras; Atividades políticas; Presentes recebidos dos consumidores. 
   O aumento do uso da tecnologia no local de trabalho nos últimos anos vinte anos trouxe preocupações e exige que decisões éticas sejam tomadas, podemos abordar decisões éticas e antiéticas comuns, como o uso do computador para fins pessoais, seriedade do email, ética nas ligações telefônicas, filtrar as ligações telefônicas, ética no correio de voz, jogos de computador, papel de parede do computador, pornografia no
computador. 
   Os indivíduos com posições mais altas na empresa são aqueles que sabem como se comunicar com os outros de modo profissional e ético. Portanto a comunicação também  está ligada a ética, devendo ser clara e aberta para que seja vital para um ambiente de trabalho eficiente, podemos dar exemplos como a comunicação verbal, informação confidencial, a fábrica de boatos, sabotadores silenciosos. 
   Existe um relacionamento especial entre o supervisor e o funcionário, especialmente quando os dois trabalham muito perto. Esse relacionamento é a ética do supervisor/ empregador, podendo abordar, o informante do local de trabalho, acobertar as ações dos outros, repassar as reclamações e informações indesejadas ao supervisor, perceber a tensão. 
   Podemos abordar na ética também os relacionamentos no local de trabalho, ou seja, muitas pessoas solteiras veem o ambiente de trabalho como o local perfeito para ter um romance com alguém, com isso, podemos abordar os relacionamentos se desenvolvem, consequências do romance no local de trabalho, insinuações indesejadas, como evitar armadilhas sexuais, espaço pessoal, assédio sexual no trabalho, local de trabalho livre de assédio, oportunidades iguais. 
   Hoje em dia os grandes problemas éticos se encontram em três momentos da eticidade (família, sociedade civil e Estado) e uma ética concreta não pode ignora-los. 






PENSE, FAÇA E SEJA ÉTICO!


Bibliografia  

BENETT, Carole. Ética Profissional. 2ª Ed. São Paulo: Cengage Learning. Editora:
Senac, Rio de Janeiro, 2012. (Série Profissional).




Autores: Lorraine Angélica Silva Mandeli; Thaís Rodrigues Pascoal.